Onde colocar as fichas

Com dica do excelente blog do Fábio Madia, uma boa idéia de como anda o mundo digital, para quem ainda tem dúvidas sobre qual estrada pegar, coisa que não acredito, o “por quem os sinos dobram” em termos de comunicação no século XXI, espero que essa clara animação em vídeo ajude a esclarecê-lo.

JESS3 / The State of The Internet from JESS3 on Vimeo.

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Captação de Recursos e Redes Sociais

Clay Shirky narra a decisão de Obama em direção às Redes Sociais
(Se você não entende inglês, tem duas opções: aprender urgente ou
 clicar aqui para ver com legendas)

No dia 09 de dezembro de 2008, ou seja, um ano e um mês atrás, realizamos um encontro para trocar idéias sobre Desenvolvimento (Captação de Recursos e Relações Públicas). A participação foi ótima em termos de qualidade, tanto dos participantes quanto dos temas abordados.

Naquele dia, todos nós falamos sobre a necessidade de um posicionamento no bonde da história. Barack Obama recem fora eleito com a ajuda das Redes Sociais, deixando evidente a força dos novos meios de comunicação, parte de uma revolução iniciada há 20 anos.

De todos nós, quem mais investiu nessa mudança, no ano que se seguiu, foi o Volney, nosso parceiro, sempre pioneiro e sensível aos rumos e tendências de marketing e administração, ao longo do tempo. Ele está engajadíssimo e chamando todos os interessados a participar do CIRS – Conferência Internacional sobre Redes Sociais, a realizar-se entre 11 e 13 de março, em Curitiba – PR com grandes presenças internacionais.

Se você estiver interessando em saber mais sobre o evento e fazer sua pré- inscrição, vá ao site da Escola de Redes.

Não gosto de prognósticos, a não ser quando vejo grande possibilidade de estar certo. Em minha opinião, quem perder o bonde das Redes Sociais estará optando por viver pouco tempo mais e estou falando das organizações sem fins lucrativos, especialmente. Não creio haver outro caminho a seguir, a partir daqui.

Foi esse o meu toque há mais de um ano atrás. Nesse tempo todo, pouco vi em termos concretos de mudança por parte desse segmento. Pessoal continua correndo atrás do dinheiro fácil que o Governo Lula anda distribuindo de forma assistencialista e eleitoreira, sendo seguido por todos os governos estaduais e municipais, independentemente do partido. Passadas as eleições presidenciais, dificilmente essa mamata continuará, pois o governo não terá outra opção, a não ser fechar todas as comportas possíveis e as ONGs, exceto as ligadas a políticos corruptos, estarão com suas fontes ameaçadas.

Entretanto quem estiver preparado, com suas receitas advindas de seu relacionamento social com base em redes de relacionamento e suas derivações, não sofrerá as dores desses tempos próximos, se não me engano.

Espero encontrá-lo em Curitiba, em março, e, quem sabe, saborearmos um café expresso juntos, enquanto falamos dos novos tempos e como utilizar as redes sociais a nosso favor.

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Uma idéia de Deus

Meu! Tudo   bem?

Houve um homem cujo nome era George Miller, durante a maior parte de sua vida sustentou milhares de órfãos em diversos orfanatos, sem solicitar um centavo jamais. Ele não era abastado, apenas acreditou que Deus providenciaria o necessário, já que a causa era Dele.

No dia em que meu filho nasceu e, depois de uma transferência de hospital a brasileira, onde minha esposa ficou internada na maternidade e eu segui com o bebe e uma auxiliar de enfermagem para outro hospital de ambulância, os médicos diagnosticaram uma gravíssima cardiopatia devido a uma má formação congênita, com a ajuda de uma máquina de ecocardiograma. Uma junta médica reuniu-se em uma sala e eu fiquei do lado de fora aguardando o veredito. Em minhas mãos, minha Bíblia e um livro de Emmet Fox.

Nunca fui dado a ações místicas. Tirando minha mania de destruir despachos macumbeiros e uma ou outra mensagem profética, era bastante cético. Mas naquele lugar, sem qualquer alternativa, cheio de dúvidas e muito medo, não resisti ao impulso de abrir minha bíblia ao acaso e ler o primeiro texto que procurasse saltar da página. Era a situação em que uma mulher caminhava no meio da multidão que seguia Jesus e, com muita luta, aproximou-se do Mestre e tocou-lhe no ombro, rapidamente. Jesus parou e perguntou quem o tocara. Um de seus discípulos arrazoou: Senhor, uma multidão o cerca e ainda pergunta quem o tocou? Sua resposta foi, no mínimo, surpreendente: Alguém tocou-me, pois senti sair virtude de mim. Então a mulher apresentou-se e ele lhe disse: A tua fé de curou. Ela tinha um problema de saúde que a fez sangrar por doze anos seguidos. Ficou totalmente curada, naquele instante mágico.

Fechei minha bíblia e senti virtude correr por todo meu corpo. Logo depois, o médico chefe saiu da sala e comunicou que meu filho ficaria em observação na UTI. Alguns dos médicos presentes preferiam operá-lo imediatamente, mas não prevaleceram.

Desde então, todas as providências foram aparecendo nos  momentos certos. Algumas vezes, nossa surpresa deu-se por não conseguirmos o que esperávamos e suspeitamos ser essa a melhor forma de nosso filho ser ajudado naqueles momentos. Então, tentava não me deixar levar pelo medo e manter o foco em minha crença, enquanto procurava desesperado por minha fé.

Com o Projeto Coração Valente não poderá ser diferente. Ele não nos pertence. Creio ser uma idéia de Deus. Mesmo sendo época de Natal e esse espírito de solidariedade e fraternidade voando por todos os lados, procurarei me manter crendo, buscando a fé e cultivando meu grãozinho somente. Afinal, essa causa não me pertence.

Feliz Natal para você e um grande e poderoso abraço, do tipo que chega a tirar o fôlego.

Lou Mello

OPS: Publicado originalmente no blog do Projeto Coração Valente;

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Doar, dar…

Ninguém é tão pobre que não tenha o que dar, ou tão rico que não tenha o que receber. Não é possível pensar em paz enquanto o mundo permanece dividido em dois grupos: os que dão e os que recebem. A verdadeira dignidade humana encontra-se tanto em dar quanto em receber. Isso se aplica não só aos indivíduos mas também às nações, culturas e comunidades religiosas. Uma verdadeira visão de paz testemunha uma reciprocidade contínua entre dar e receber. Não deixemos de perguntar a nós mesmos o que estamos recebendo daqueles a quem damos antes de fazê-lo, e nunca recebamos antes de perguntar o que devemos dar àqueles de quem recebemos.

Dar é muito importante: dar discernimento, esperança, coragem, conselho, apoio, dinheiro e, acima de tudo, dar-nos a nós mesmos. Sem dar não há fraternidade e irmandade. Mas receber é igualmente importante, porque ao fazê-lo revelamos aos doadores que eles têm algo a oferecer. Quando dizemos “obrigado, você me deu esperança; obrigado, você me deu uma razão para viver; obrigado, você permitiu que eu percebesse meu sonho”, fazemos os doadores se conscientizarem de seus dons únicos e preciosos. Às vezes é apenas nos olhos dos que recebem que os doadores descobrem esses dons.

Henri Nouwen

Fonte: Outravia

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Captação de Recursos – Noções Básicas


Noções Básicas:

No esforço em desempenhar bem a nossa tarefa, valerá a pena perguntar a nós mesmos, à nossa comunidade e à nossa entidade quem somos, o que queremos ser, quais são os nossos objetivos, quem são os nossos clientes, em que acreditamos, o contexto onde estamos inseridos, as nossas oportunidades e ameaças, quais métodos e técnicas poderão ajudar-nos, quais os recursos necessários e como obtê-los.

Dudley Hafner (vice presidente da American Heart Association)

“Duas coisas são muito importantes, para mim. Em primeiro lugar, campanhas como a da American Heart Association, do Exército de Salvação ou das Girl Scouts permitem o envolvimento das pessoas e isso é importante porque elas tornam-se defensoras da organização e da missão. A outra coisa a respeito dos Estados Unidos, em minha opinião, é o fato da doação caritativa ser uma força na liberdade democrática, tanto quanto o direito de reunir-se , de votar ou da livre imprensa. A doação é outra forma de expressão muito vigorosa. Uma pessoa pagadora de impostos não considera-se envolvida no programa de bem estar social. Mas, quando ela envolve-se em uma atividade do Exército de Salvação ou no programa das Visiting Nurses é para valer. Ela envolve-se espiritual e monetariamente. Isso faz diferença. ( Em Drucker, Peter – Administração de Organizações Sem Fins Lucrativos Princípios e Práticas)

A doação é uma necessidade psicológica do ser humano. Uma pessoa sem a experiência da doação será carente, menor e tenderá ao desequilíbrio.

Se quisermos existir como organizações responsáveis e com a consciência do nosso papel na comunidade será necessário planejar e implementar nossas ações tendo em vista a necessidade das pessoas em nossa volta e, a partir daí, desenvolver um programa de ações comprometido com a cidadania.

Assim como o voto, a liberdade de reunião e a liberdade de expressão a doação precisa ser exercida voluntariamente a fim de permitir ao doador desenvolver a responsabilidade social de forma voluntária e pessoal. As contribuições compulsórias são alienantes e não tem força para educar. Conseguem, no máximo, domesticar as massas condicionando-as como os animais irracionais.

As organizações que privilegiam doações oriundas de fontes empresariais, públicas ou privadas, roubam das pessoas a possibilidade de participar da mudança social das pessoas de uma cidade ou de um país.

Uma noção clara das ações de mercado dentro do Mercado Social será essencial e não opcional. Mas a utilidade disso será profissional, sempre.

Antes de entrarmos na questão do desenvolvimento propriamente dito, faz-se necessário verificar qual a nossa noção de gestão. O desenvolvimento será possível quando for concebido na esteira de um projeto consistente e com a capacidade de contemplar as áreas específicas da boa administração.

As entidades sem fins lucrativos não são empresas. São organizações privadas com objetivos públicos. As empresas fornecem bens ou serviços e o governo exerce o papel de controle. O papel de uma empresa termina quando o cliente adquire um produto ou um serviço, paga por ele e sai satisfeito. A organização sem fins lucrativos não fornece bens ou serviços e não tem a função de controlar. Seu trabalho é dirigido ao ser humano. O resultado esperado é a modificação do estado social de pessoas, como um doente curado, uma criança, antes analfabeta e agora alfabetizada, pessoas com auto-estima e respeito próprio. Como diz Peter Drucker, “As instituições sem fins lucrativos são agentes de mudança humana.”

Ainda hoje, há uma forte resistência nas organizações brasileiras para gerenciar seus empreendimentos. Como elas não são empresas e não objetivam lucro, a tendência para caminhar sem um modelo administrativo acaba determinando os seus rumos.

Felizmente, tem havido mudanças significativas nesse conceito de organização não lucrativa e elas estão percebendo a necessidade de serem gerenciadas. Nesse sentido, elas desejam contar com pessoal treinado e qualificado para as ações propostas, pois o seu mercado começa a sinalizar-lhes, claramente, sobre a necessidade de enfrentar as tarefas com competência.

Nesse contexto mais exigente, surge a necessidade das organizações não lucrativas lançarem mão de modelos gerenciais estratégicos. A liderança começa com uma ou algumas pessoas detentoras de uma visão e sua primeira tarefa será conceber e determinar a “missão” e a seguir elaborar cada uma das partes de um bom planejamento estratégico.

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Desenvolvimento essencial

Ouvi falar de Desenvolvimento há mais de trinta anos, foi uma situação engraçada porque fui nomeado diretor de desenvolvimento no braço brasileiro de uma missão internacional e não fazia a menor idéia do  significado da coisa. Evidentemente, não estou tratando da palavra em si, mas de um conceito, muito conhecido nos Estados Unidos.

Quem me nomeou para o cargo foi o Dr. Dale Kietzman. Antes disso, ele me perguntou o que eu sabia sobre o tema e eu respondi com um sincero: não faço a menor idéia. Como eu já estava visitando igrejas para divulgar o trabalho da missão, ele pediu-me para continuar fazendo esse trabalho, mas priorizando a captação de novos nomes e endereços para nosso mailling list, pois um mailling estático não nos serviria para muita coisa.

Quando o Dale voltou ao Brasil, cerca de dois meses depois, trouxe um curso completo sobre Desenvolvimento e jogou sobre minha mesa, dizendo: estude esse material e na próxima vez que eu vier, conversaremos a respeito. Ele cumpriu a promessa, voltou e conversamos sobre Desenvolvimento durante algum tempo. No final, me informou que, no dia seguinte, haveria um seminário para o pessoal da Missão e eu falaria sobre desenvolvimento aos meus colegas.

Até hoje o conceito não emplacou por aqui. As escolas de administração, propaganda e marketing pouco ou nada sabem a respeito. Mas é muito simples, embora possa ter implicações complexas, trata-se de algo bem mais abrangente e consistente que inclui a comunicação e a captação de recursos como uma ação única e interdependente. Eu diria que, enquanto não apredermos a fazer Desenvolvimento, continuaremos arranhando feito gatinhos inofensivos na área de Captação de Recursos.

Claro que sou especializado em organizações cristãs com viés protestante, embora já tenha trabalhado para todo tipo de organização, independentemente das convicções teológicas e filosóficas de cada uma. Nos Estados Unidos o ensino cristão tem força inimaginável. As escolas cristãs se multiplicam por todo o país e em altissimo nivel. Isso garante ao povo norte americano uma cultura fortemente embasada em principios cristãos.

Nessa estrutura, o Desenvolvimento desempenha papel fundamental, pois é graças a sua prática meticulosamente profissional que tudo isso torna-se possivel. O vídeo abaixo ilustra meu ponto e você poderá desfrutar dele na medida do seu inglês.

Grande abraço

Lou Mello

Development from Sandra Amstutz on Vimeo.

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Gates e Lou ensinam as 11 regras de Bill e O potencial de doação de Lou

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Bill Gates

11 regras para ser Bill Gates
Bill Gates foi convidado por uma escola secundária para uma palestra. Chegou de helicóptero, tirou o papel do bolso onde havia escrito onze itens. Leu tudo em menos de 5 minutos, foi aplaudido por mais de 10 minutos sem parar, agradeceu e foi embora em seu helicóptero.

Mas deixou os conselhos mais úteis que os kidadults de hoje poderiam receber.

Regra 1
A vida não é fácil: – acostume-se com isso.

Regra 2
O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.

Regra 3
Você não ganhará R$ 20.000 por mês assim que sair da escola. Você não será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.

Regra 4
Se você acha seu professor rude, espere até ter um Chefe. Ele não terá pena de você.

Regra 5
Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.

Regra 6
Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.

Regra 7
Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar as suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então antes de salvar o planeta para a próxima geração querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente limpar seu próprio quarto.

Regra 8
Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido… RUA !!!!! Faça certo da primeira vez!

Regra 9
A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.

Regra 10
Televisão NÃO é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boite e ir trabalhar.

Regra 11
Seja legal com os CDFs (aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas). Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar PARA um deles.

Captação de Recursos e o Potencial de Doação

Chegou a hora de começar a trabalhar. Aqui não é diferente.

Quando se monta uma campanha, há uma série de regras a cumprir. Uma delas diz respeito ao público alvo. Precisamos conhecer nossos futuros sustentadores e, principalmente, qual o potencial de doação desse segmento.

Muitas campanhas vão por água abaixo por não observarem essa regra.

Caso deseje saber mais, entre em contato comigo. O Bill não sabe nada sobre isso.

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Uma boa crise pode alavancar a Captação de Recursos


Nos últimos meses, muitos consultores e entendidos têm lembrado da Crise, especialmente, para justificar desempenho insatisfatório por parte das organizações filantrópicas. Pessoalmente, gosto de uma boa crise para motivar nossos trabalhos. Minha experiência demonstra que nesses tempos, as pessoas tornam-se mais solidárias e isso deságua em bom desempenho das organizações.

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Doar, a salvação da lavoura

Andando no Shopping Center Esplanada, (o maior da América Latina , talvez nos Estados Unidos não haja igual em tamanho e qualidade), aqui em Sorocaba, terra de povo trabalhador, pródigo e com um senso de hospitalidade para baiano* algum botar defeito, ao passar por uma livraria cujo nome não me lembro, afinal são tantas, vi um livro do Bill Clinton na vitrine, cujo título é: “Doar, como cada um de nós pode mudar o mundo” (aqui para saber mais sobre o livro).

Pensei comigo, ali parado feito bobo: Não sei o que há dentro, mas a capa já é uma mensagem revolucionária. Bom, depois que o Bill foi despedido da Casa Branca e abriu uma ONG, ele pode ter aprendido alguma coisa, além de como fazer sexo com estagiárias, sem tocar nelas. Parece que angariar pessoas para sua causa, hoje em dia, lhe dá muito mais prazer do que suas furtivas experiências com as Mônicas da entediante vida presidencial, sem falar naquelas bobagens chatíssimas como economia mundial, armas atômicas, banquetes na Casa Branca, petróleo, etc.

Não li o livro ainda. Farei isso, assim que der. Meu crédito junto às livrarias anda escasso. Adoro acompanhar a competição entre os blogueiros ricos para descobrir quem consegue ler mais livros da moda, em menos tempo. Esses caras são incríveis mesmo. Outro dia, li a lista de livros que um cara teria lido em um mês e calculei um gasto de R$ 2.000,00 com a brincadeira, por baixo. Nada como ser rico em um país onde a maioria de nós não anda muito satisfeita com o livro caixa. Sem falar nos conterrâneos abaixo da linha da miséria, esses não conseguem nem ler jornal velho, pois o peixeiro agora embrulha o peixe podre em sacola usada de supermercados.

Entretanto, Mr. Clinton, que agora é só o marido da Condoleezza branca, engraçado esses caras segregacionistas, presidente branco secretária de estado negra, presidente negro, secretária de estado branca, se o próximo presidente for um japonês a secretária de estado será uma índia, provavelmente. Mas falava do livro do Bill, e espero que ele não tenha estragado o título espetacular com trezentas páginas de bobagens, se bem que ele seja reconhecido como um senhor capaz de pensar algo mais, apesar de tudo.

Na verdade, a salvação para miséria financeira da maior parte da humanidade se resume nessa palavra: Doar. Já sei, caso alguém se disponha a comentar, mesmo sem a contrapartida em seu próprio blog (um pedágio incluso no contrato secreto da blogosfera), dirá algo em que nunca havia pensado, tal como: Não! Só Jesus salva. Apesar da novidade e consistência da frase, nem Cristo poderá ou desejará, que a fome e a miséria se evaporem sem a nossa humilde participação. Ele e o pai dele têm outra razão menos confessável, na realidade, para desejar nosso envolvimento na erradicação desses detalhes menos importantes, através desse ato singelo, a doação: eles desejam, secretamente, consertar nossa tendência para a ambição desmedida, a cobiça pelas coisas do próximo e outra mania chamada avareza. Sim, porque esses traços em nosso perfil podem nos reservar lugar compulsório no inferno, onde há fogo e ranger de dentes.

Você pode escrever um livro sobre a pobreza e depois lançá-lo em alguma igreja do momento, com um debate onde outros pastores ricos e famosos contribuam com suas opiniões sobre o tema. Aliás, segundo o meu amigo Jorge do Canto do Jô, um desses senhores teria dito: problema que dinheiro resolve não é problema. Até comentei lá que os meus problemas haviam acabado, mas os três primeiros telefonemas que recebi hoje discordam completamente dele. Fizeram questão de me lembrar que meus problemas continuam e piores do que nunca cuja única solução é a raiz de todos os males: dinheiro.

Doar é um gesto simples, mas às vezes pode doer. Jesus o via como um ato desesperado. Você tirar sua única túnica, em meio a um frio desgraçado, e dar a um maltrapilho andante que nem obrigado lhe dará, como fez o menino para quem doei o monitor velho que estava diminuindo nosso espaço aqui. Coitado estava mais dopado com cola do que podia agüentar sua vã vontade de coletar recicláveis dos nossos lixos.

Bom é isso.  Creio que as pessoas envolvidas na missão de levar os outros a contribuir sejam sobrenaturalmente levantadas por Deus. Deve ser mais fácil morrer em uma cruz qualquer do que levar um rico a dividir qualquer coisa que não sejam as migalhas que caem de sua mesa farta.

*= os baianos são reconhecidos por sua incrível hospitalidade.

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Filantropia bíblica e ética


Quando comecei esse blog, minha intenção era divulgar minha experiência relacionada à filantropia. Desde o começo, aprendi com gente muito séria a fazer o trabalho filantrópico de forma ética e bíblica. Trabalhei muitos anos em tempo em tempo integral, parcial, voluntário ou como consultor em várias organizações, grandes ou pequenas, com ou sem remuneração, ligadas à igreja cristã ou não.


Com o passar do tempo, a luta pela sobrevivência em um mercado de trabalho cada vez mais escasso, em meio ao avanço nada lisonjeiro da classe política sobre o trabalho filantrópico, houve uma grande deterioração em um processo que caminhava muito bem e era bastante promissor. Primeiro aconteceu uma imensa migração de profissionais do setor lucrativo, sem humildade para submeter-se à nossa ética. De repente, a filantropia virou mercado extremamente competitivo e o show de horrores teve inicio, onde antes havia paz e prosperidade. Com o político enxergando nas ONGs uma forma prática de desviar dinheiro público, a coisa degringolou legal.


Desde o começo preguei no deserto contra o uso de verbas públicas, primeiro porque não precisamos delas e quem diz o contrário ou mente ou é vagabundo. Trabalhar em filantropia, sustentados por esse dinheiro, é praticar associação com o diabo e colocar pesado jugo sobre o pescoço da organização. Com o dinheiro vem a coerção e as algemas às tais políticas públicas, sempre voltadas aos interesses eleitoreiros e político partidários. Sem falar que ao receber esse dinheiro, a ONG perde a virgindade e se torna prostituta de rua. Com essa prática, escancaramos nossas portas para a prática letal da corrupção, cujas notícias estão aí, todos os dias, para esclarecer o que estou escrevendo. Eu teria vergonha de dirigir uma organização com esse histórico no currículo.


Contra todos os meus princípios, cheguei a pleitear uma verba do Fundo Municipal gerenciado pelo CMDCA de Sorocaba para o Projeto Coração Valente. Como não tínhamos os registros necessários, fizemos através de outra organização cristã, cujo diretor aspirava um mandato político, na época. Acabou não dando certo e resolvi rápido pelo cancelamento, não recebendo um tostão qualquer desse dinheiro maldito. Também ensinei em muitos lugares e diferentes públicos a escrever projetos, sabendo que muitos dos que ali estavam iriam usar esse conhecimento para pleitear essas verbas. Tomei o cuidado de avisar sobre os riscos. Não confio em nenhuma organização sustentada com dinheiro dessa origem.


Resolvi adicionar essa foto, que encontrei no fundo do baú, no topo do blog, para lembrar o quanto podemos fazer usando a proposta bíblica e ética. Como ela mostra, estivemos em Moçambique, em equipe, e dessa viagem extraímos uma série de desdobramentos importantes em benefício da população local, em várias áreas. A igreja, não a institucional, mas a soma daqueles que crêem em Jesus Cristo e seus ensinamentos, pode fazer grandes coisas, inclusive mudar o curso desse mundo.


É nisso que creio e continuarei a crer. Se não me deixarem trabalhar nunca mais por não aceitar marchar ao lado dos predadores da Terra, tudo bem, tenho certeza que Deus me ajudará a encontrar algum meio digno de sustentar minha família.

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