Transparencia total

30 de julio de 2010

El post de Versus de hace ya unos días me hizo ponerme de buen humor por las razones equivocadas. Volvía de Londres y me había llamdo la atención la cantidad de carteles de la CCTV que había en edificios, calles e incluso taxis. Pensé en su libro en la colección Planta 29 y me encantó encontrarme con su post. Pero luego me entraron ganas de declararme totalmente transparente, exigir una mayor vigilancia de mis ctividades como esos violadores que exigen la castración química y declarar a los que defienden la privacidad como sujetos sometidos a prejuicios pequeñoburgueses (¡qué bonita palabra ésta!). Pensé que si “ellos” pudieran ver mis pensamientos pondrían mi cabeza en la guillotina tal como dice el gran Dylan:And if my thought-dreams could be seen/They’d probably put my head in a guillotine/But it’s alright, Ma, it’s life, and life only.

Juan Urrutia (clonado aqui)

(Tradução Livre: O post de Versus, faz alguns dias, me fez ficar de bom humor pelas razões equivocadas. Voltava de Londres e me chamava a atenção a quantidade de câmeras da CCTV nos edifícios, ruas incluindo os taxis. Pensei em seu livro na coleção Planta 29 e me encantou encontrar-me com seu post. Mas, logo senti vontade de declarar-me totalmente transparente, exigir uma maior vigilância de minhas atividades como esses violadores que exigem a castração química e declarar aos que defendem a privacidade como sujeitos submetidos a prejuízos pequeno burgueses (que palavra bonita, esta!). Pensei que se eles pudessem ver meus pensamentos, colocariam minha cabeça na guilhotina, tal como dice o grande Dylan: E se meus pensamentos/sonhos pudessem ser vistos, provavelmente eles colocariam minha cabeça na guilhotina, mas está legal, é a vida, e vida somente.)

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O Urubu

Quando eu era criança, falava-se muito na FAB (Força Aérea Brasileira) e nós, traquinas, criamos a FUB, que seria a Força Urubeana Brasileira, aliás muito mais significativa, pois a FAB tinha lá seus cinquenta aviões, sucata da segunda guerra que os EUA mandaram de presente, uma vez que aqueles brinquedinhos tornaram-se obsoletos graças ao desmancha prazer do Adolf Hitler que caiu fora da brincadeira, deixando nossos irmãos do norte com as calças na mão, digo aviões na mão. Enquanto isso, a FUB tinha uma quantidade de aeronaves milhares de vezes superior à da FAB e absolutamente nacional e sem custo algum.

Mas o que vem a ser um Urubu, além de ser aeronave da FUB? Para melhores explicações, clique aqui, pois minha intenção, neste texto, é falar sobre outros urubus. Estava sapeando a Internet, sempre seguindo o roteiro dado por meu Bloglines, quando entrei no excelente blog do Alex Fajardo e me deparei com um post onde nossa melhor aeronave é citada de forma humilhante. O post não foi escrito pelo Alex, que de bobo não tem nada, mas pelo Marcos Botelho do JV. O Marcos era um pouco mais do que um bebe quando eu trabalhei no JV. Quero deixar bem claro, antes de mais nada, que não tenho o objetivo de falar mal do Alex, que considero um bom amigo, e muito menos do Marcos, que não deve se lembrar de mim, mas o pai dele, o grande Jasiel, sempre me tratou com grande bondade e respeito, mesmo enquanto eu desviava seus alunos para minhas concepções heréticas do cristianismo. Engraçado, não sei por que nunca mais me convidaram para falar nos eventos do JV…

Enquanto lia o referido post, senti a sensação amarga das tais críticas mencionadas, aquelas que muitos blogueiros e twitteiros fazem a certos irmãos e igrejas cristãs. Claro que a primeira ideia a surgir em minha mente foi que o Marcos se referia às milhões de críticas, diariamente, feitas aos indesejáveis Malafaia, Edir Macedo e Estevan Hernandes e sua digníssima perua de Deus. Não sei porque ofender nossas aves assim, uma e outra. Mas depois, lembrei que eu também costumo ser um Urubu, no sentido utilizado pelo Marcos, pois além desses párias de Deus, ou seria peruas, nem sei mais, costumo comer carniça mais chic, trocando em miúdos, tenho o péssimo hábito de criticar gente da pesada, como os pastores mais ortodoxos ou neo ortoxos, chegados em Barth, Bonhoeffer, Nouwen, etc., e que não falam em línguas estranhas, nunca estão cheios do espírito, não crêem em prosperidade das suas ovelhas (só na deles) e, muito menos, em possessões demoníacas.

Pensando melhor, percebi que até o autor seria um urubu, no sentido por ele colocado, pois ele também estava criticando os irmãos urubus que gostam de uma boa carniça, ao considerá-los meras aves de rapina e comedora de carne velha. Mas não somos todos comedores de carne velha, ou vai me enganar que os bois, porcos e aves que comemos são frescas? Eu pelo menos, não como nada fresco. Nesse imbróglio vale citar um texto bíblico, afinal isso aqui é um blog com algum cristianismo envolvido, então lá vai: Não hã como criticar alguém sem obter vantagens para si mesmo. Nem me venha com piadinhas sem graça e perguntar a referência bíblica desse texto. Talvez esteja no Salmo 151. Posso falar por mim aqui, sempre que estou criticando alguém, seja de direita ou de esquerda, ortodoxo ou esculachado, estou buscando obter vantagens pessoais. Sei que essa confissão depõe contra mim, mas não se iluda, ninguém é perfeito, nem eu. Adoraria ser Brigadeiro em Chefe da FUB.

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Conspirações contra a Rede Gruta

Todos os amigos, leitores, comentaristas, visitantes, enfim, grutenses da gema, que acompanham nossas mal traçadas linhas, sabedores que se desejarem ler algo consistente devem procurar A Bacia das Almas, blog do meu amigo e irmão Paulo Brabo, e outros tantos relacionados na aba Blogs Amigos, todos excelentes, pois não indicaria caso não fossem, sabem de nossa intenção de tornar a Gruta mais interativa, nos moldes de uma netweaving onde o que conta é o relacionamento interativo entre os participantes, ou seja, pessoas conectadas interagindo. Se desejar saber mais a respeito, clique aqui.

Seguindo esse sonho, constitui a Rede Gruta utilizando a plataforma Ning, a melhor disponível para esse fim, segundo os caras entendidos, quando o tema é Rede Social. Estava indo tudo bem, aguardava uma certa maturação do processo para migrar o blog todo de malas e cuia para lá, quando recebi uma notícia estarrecedora, capaz de brochar até o Alexandre Frota, ou seja, a Ning resolveu cobrar por seus serviços. Pior, eles não estão de brincadeira, para utilizar a plataforma com todos os recursos, querem cinqüenta dólares mensais e a alternativa, com limitações importantes, vinte dólares mensais, pagos via Cartão de Crédito ou pelo sistema PayPal. Em outras palavras, não tenho como decidir isso agora. O único compromisso que posso assumir com o sonho de ver todos vocês interagindo, uns com os outros, de muitas formas, é o velho e surrado “The drean is alive”.

Entre hoje e sábado, último dia previsto para o funcionamento da Rede Gruta (Ning) sem pagamento, tentarei enviar um E-mail para a direção da Rede informando de minha real condição de brasileiro, esposo, pai e blogueiro, segundo os conselhos de T. Harv Eker: em vias de ficar rico. Então, assim que for possível, pagarei a conta e trarei a Rede Gruta ( Ning) de volta. Isso se não surgir uma plataforma melhor e grátis, antes disso.

Por falar nisso, vocês devem ter percebido que andei experimentando a opção BuddyPress, uma tentativa da WordPress de suprir as interações no blog, mas ainda longe de funcionar com um mínimo de credibilidade. Por isso, restaurei o blog no sistema original, depois de dois dias de luta com aquele trem desgovernado.

Espero que vocês me desculpem por buscar esses alvos insanos. Na verdade, era para a felicidade geral da nação grutense e sei que todos sabem disso.

Um beijo na careca de cada um

Lou Mello

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Jesus Cristo, o filho do carpinteiro

Esta manhã, ao acordar, tinha em mente escrever algo sobre a não violência. Mas vi o Massa dando passagem ao Alonso por ordem de sua equipe e mudei meu tema para “mercado em nosso mundo pós moderno”. Entretanto, não consegui perseverar nem em uma coisa e muito menos na outra.

Agora estou pensando em alguém sem qualquer experiência relevante anterior, uma pessoa que não domina o próprio idioma, tem todos os dedos em suas mãos, não tem um único diploma, não dirige, nunca teve um mísero terno, muito menos uma esposa ou um filho, nunca pastoreou, jamais trabalhou com carteira assinada, nem mesmo como Office boy e não possui casa própria, E-mail e muito menos notebook ou ipad. Alguns o vêem como um ser doce, enquanto outros, um obcecado por justiça. Há até quem o considere uma espécie de salvador, uma boa alma cheia de propósitos ou um paladino celestial.

Arrogante, declarou-se o Filho de Deus e prepotente diz-se capaz de reconstruir o Templo em três dias, caso o implodissem.

Como era de se esperar, foi capturado, crucificado, morto e sepultado. Dizem que ressuscitou ao terceiro dia, mas ninguém viu, apenas restaram alguns depoimentos desencontrados, contraditórios e pouco confiáveis de aparições em vários pontos diferentes.

No entanto, sobre ele, escreveram a maior quantidade de livros já escritos sobre quem quer que fosse. Ninguém foi mais pesquisado, estudado ou descrito. Fizeram dele o personagem central da Bíblia, embora haja controvérsias sobre isso. Toda essa gente, devidamente diplomada, evidentemente.

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O homem e sua caverna

A partir do momento em que se aceita a existência de Deus, não
importando como se possa defini-Lo, não importando como se
explique o relacionamento pessoal com Ele, fica-se para sempre preso
à sua presença no centro de todas as coisas. E se fica também
dominado pelo fato de que o homem é uma criatura que vive em dois
mundos, gravando nas paredes de sua caverna as maravilhas e as
experiências de pesadelo de sua peregrinação espiritual.

Morris West em Fantoches de Deus


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Foglio in Mano

Acho que deixei escapar a tartaruga em algum momento, o fato é que ela sumiu. Nos meus tempos de Portas Abertas, o Roberto não conhecia a piada e nós, maldosamente, o deixávamos no escuro. Era um tal de fulano deixou escapar a tartaruga para lá e para cá e o coitado não entendendo nada. Chegou, inclusive, a queixar-se a membros da diretoria de que estaríamos conspirando contra ele. De certa forma estávamos, afinal, quem não queria assumir todas responsabilidades da missão, pelo mesmo salário e sair do “dolce far niente” que desfrutávamos lá. O cara não entendia nada mesmo, não era só a piada.

Nesses meus giros do desespero, que vira e mexe pratico, indo a São Paulo cumprir uma espécie de Via Crucis, da  captação de recursos pessoal, que não seria necessário se a maldita tartaruga não tivesse essa eterna mania de sumir, com toda aquela rapidez e agilidade que lhe é peculiar, sempre lembro da tartaruga, não sei por que. Pior quando é quando esse ato tresloucado não redunda em nada e ainda tudo fica um pouco pior. Dizem que Deus dá o frio conforme o cobertor, mas creia-me, isso não é verdade.

Já percebi que meu velho italiano, aquele que minha avó insistia em me ensinar quando eu era um mero bambino e não fazia nenhuma questão em aprender, anda querendo aflorar. Toda hora me aparecem frases italianas inteiras na mente. Outro dia, olhando para o nome de minha velha empresa, sim eu tenho uma, mas é só um registro, a menos que você me veja como um empresário ecológico, desses que fazem do campo seu lugar de trabalho. Enfim, percebi que minha empresa, em dezenove anos de existência, nunca teve um nome, pode? O nome do registro é o meu mesmo. Coisa mais personalista, impossível. Então resolvi batizar a empresa, não me venha com piadinhas do tipo: “Já sei, vai mudar de Luiz H. Mello para Lou Mello”. Nada disso, resolvi dar um nome legal para ela, quem sabe ela começa, finalmente, a cumprir a finalidade para a qual foi concebida. Espero que Deus não resolva fazer comigo o mesmo.

Em verdade, houve outras tentativas, nada conscientes, chamei-a de LHM Desenvolvimento, LHMBrasil (imitando o Washinton Olivetto), mas sempre com meu nome no logo, percebeu? Depois vocês não sabem porque odeio psicologia. Ridículo, coisa de gente narcisista, tá louco. Aí, comecei a imaginar como poderia chamá-la, um nome de verdade, só dela, capaz de fazê-la nascer de novo, como Deus fez com Jacó, rebatizando-o com o nome Israel, esse nome tão badalado até os nosso dias, ou como Jesus fez com Simão, com o novo nome Pedro, confundindo todo mundo até hoje.

Enquanto pensava nisso, até pesquisei listas de expressões idiomáticas, tentando achar algo com a mesma força de Bacia das Almas, Resumo da Ópera ou Mar sem fim, subiu à minha mente uma expressão italiana que me pareceu ajustar-se plenamente ao que eu procurava: Foglio in Mano.

Tudo bem, sei que você mai me dizer que parece nome de pizzaria, especialmente se você não capisca niente pio de italiano, como o Brabo e eu, capiscamos. Mas está muito longe disso. O nome é perfeito, pois significa Papel na Mão, coisa muito peculiar às empresas de consultoria.

Não sei quanto tempo de vida útil Deus ainda reserva para mim, se é que ainda há algum nos planos dele, mas nem que seja mais uns cinco só, gostaria de gastá-los em um projeto com esse título. Já pensou? Alguém me pergunta onde trabalho e respondo cheio de orgulho: “Na Foglio in Mano”! Acho que, de hoje em diante, nunca mais será necessário fazer minha via crucis, viverei do fruto do trabalho de minhas mãos, digo da Foglio in Mano.

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Vida sexual inteligente na Igreja

Atenção: O post de hoje não é recomendável a menores de dezoito anos, pois contém cenas e palavras de sexo explícito. Embora o assunto deva ser tratado, principalmente com os menores, mas aí cada um resolva como quiser.

Conforme prometi, chegou a hora de sexo na Gruta.

Vamos começar por uma breve análise do mercado sexual. Há algum tempo atrás, governos e pessoal envolvido com captação de recursos para fins pouco nobres, ou seja, gente do primeiro setor que aplica um golpe velho, que funciona mais ou menos assim: primeiro cria-se uma necessidade, geralmente a partir de uma desgraça real e depois criam um imposto cuja justificativa seja suprir a tal necessidade. Entretanto, durante muitos anos não conseguiram taxar o sexo. Pessoal sonhava com os números, já pensou se o povo pagar um x cada vez que transar? Calculavam que o sexo era uma das atividades mais praticadas pelos cidadãos sobre a face da terra. No governo chinês então, viviam os homens de olhos puxados da terra dos mandarins e membros do politiburro experimentando poluções noturnas diárias enquanto sonhavam com milhões ao cobrar esse imposto, mas ninguém conseguia conceber algo que fosse capaz de medir as trepadas de cada casal, e aí pouco importava o sexo dos participantes, desde que houvesse, ao menos, um do sexo masculino na jogada, enfim um sexometro capaz de gerar o parâmetro para a cobrança do imposto ao sexo.

Enfim, o tempo passou e milhares de dinheiros deixaram de entrar para os cofres públicos enquanto ninguém achava ou inventava o tal sexometro. As coisas caminharam assim até que, acidentalmente ou sei lá de  que forma, alguém transou com um macaco e pegou um vírus (HIV) e foi para o cemitério rapidinho, não sem antes ter sido descoberto, primeiro em relação à transa exótica, o que rendeu a excomunhão dos dois, do homem e da macaca  (ou macaco) e depois o vírus propriamente dito. Até hoje, dois médicos (um francês e um norte americano) estão brigando pela primazia da descoberta. Assim que tomaram conhecimento da “boa” nova, especialistas em tributação do mundo todo, representados por oito nações denominadas G8 reuniram-se de Davos na Suíça e criaram o mecanismo de tributação ao sexo. O plano concebido continha três etapas distintas: 1) Inocular o vírus HIV na população através de uma vacinação qualquer, propagando-a como imprescindível. Há quem diga que tenha sido usada uma possível epidemia de hepatite, para tanto, começando por países menos significantes como os africanos e os sul-americanos, depois disso era só esperar o mundo todo estar contaminado. 2) Aguardar a maturação do processo, com a disseminação do vírus pelos quatro cantos. De transa em transa, ela até saiu do controle, chegando a contaminar os povos do chamado primeiro mundo, inclusive. 3) Convencer a todos, gregos e baianos, que a partir de então, era obrigatório o uso de uma geringonça conhecida como “camisinha”, um objeto que existia há décadas à disposição das populações, mas que não era muito usada, em todas as transas, a fim de evitar a contaminação pelo HIV. Calcularam então que, embora o valor cobrado por cada ação fosse pequeno, o custo de cada camisinha usada, algo que os chineses consideraram discriminação, descontado o lucro do fabricante do produto, estaria implantado um notável sistema de taxação ao sexo, com a multiplicação exponencial do consumo de camisinhas.

O paradoxo mais importante então, dava conta que seria ideal todo mundo passar a ter consideráveis cuidados antes partir para esse ato radical e tão odiado pela Igreja Católica, pelo menos entre seus congregados. Entretanto, não foi o que se viu. A partir daí, passou-se a propagar a prática do tal sexo seguro, ou seja, aquele praticado com o uso da camisinha. Nunca na história desse país e de todos os outros do planeta, se transou ou se transa tanto. Gente que não fazia sexo ou que fazia pouco, como os mais jovens e os adolescentes, entraram firme na onda. O adultério, antes devidamente represado pela igreja, saiu de controle e virou prática constante, para horror dos padres e pastores. Não demorou muito e, até eles (os padres e pastores) passaram a recomendar o uso da camisinha, se não, usá-las, também. De fato, a AIDs (SIDA em português) fez um estrago considerável, mundo afora, especialmente na África, onde 30% da população foi contaminada pelo vírus HIV, sem direito ao coquetel de medicamentos que pode reduzir a mortandade dos infelizes portadores. Parece que todo mundo aderiu ao imposto do sexo via camisinha, que deve render números astronômicos em dinheiro para os cofres de governos do mundo todo, menos para os africanos, claro. Transar pode, só não pode deixar de dar a porção do santo, como fazem os alcoólatras antes de um trago, jogando um pouquinho da pinga no chão. Não que a Igreja Católica tenha liberado seus fiéis para praticar sexo indiscriminadamente, afinal, ela vive do imposto ao pecado, há mais de dois mil anos, um imposto muito mais bem concebido do que o do sexo, pois ao invés de camisinha, o pecadometro é a consciência.

Chegou a vez da Igreja se posicionar, novamente, sobre o sexo. Até então, o que se pregava “era sexo só dentro do casamento” e até funcionava mais ou menos bem. Com a abdução dos pastores aos interesses do imposto ao sexo, aos poucos, não se ouviu mais falar dessa regra. Na verdade, os amigos de Malafaia passaram até a recomendar que mesmo no sexo dentro do casamento, a camisinha fosse usada, afinal, nunca se sabe onde maridos e esposas andam quando não estão juntos.

Há muito aguardava-se que a igreja cristã não católica assumisse seu papel regulador, mas até aqui, pouco ou nada se fala sobre o assunto, a não ser, recomendar a todos que não transem sem camisinha. Então resolvi fazer justiça com as próprias mãos, já que a pastorada não faz o dever de casa. Embora não exerça o pastorado, e a Gruta não tenha qualquer intenção de ser igreja, o que pode ser contestado, se considerarmos igreja como uma comunidade de crentes, sinto-me no direito de propor a regulação da prática sexual.

Antes de mais nada, quero deixar bem claro que tanto o imposto do pecado, quanto o do sexo são condenáveis pelos livros sagrados da Gruta e acho que deveríamos optar por boicotar tanto um quanto o outro. Se seu pastor cobra imposto sobre seus pecados, por favor, mude de igreja. Se ele recomenda o pagamento do imposto ao sexo através do uso de camisinhas, igualmente, mude de igreja. O fato é, sexo não é e nunca foi pecado, embora tenha sido taxado como tal, desde os primórdios da igreja. A lei mais velha do mundo, conhecida como os dez mandamentos, preconizava como tal, apenas o adultério, afinal Moisés e Arão não queriam suas esposas transando com mais ninguém, além deles.

Apesar disso, não há como negar que não dá para liberar geral, como querem os senhores que vivem de impostos. Talvez eu deixe a todos perplexos, mas minha posição em relação ao tema é um tanto ortodoxa o que até a mim espanta. Em minha humilde opinião, se você não quer contrair o vírus HIV ou outro qualquer transmissível via sexo, a melhor opção é não transar. Acredito tanto nessa opção que a recomendo a todos, inclusive e preferencialmente aos mais jovens. Se você é casado, e isso diz respeito aos machos e fêmeas, e não deseja contrair ou contaminar com algum desses vírus assassinos, não faça sexo fora do casamento, em hipótese nenhuma, nem mesmo quando isso parecer inevitável. Se fizer, nunca mais volte para casa e/ou dirija-se ao hospital mais próximo e requeira o coquetel anti AIDs e depois peça o divórcio. Se você ainda não casou ou está momentaneamente descasado, e também não deseja se tornar portador de uma ou mais dessas porcarias inventadas por norte americanos e franceses e demais membros do G8, não faça sexo, de jeito nenhum. Esse é o modo mais seguro de não entrar na roubada de virar transporte grátis da AIDs.

Se conseguiu sair de um casamento desastroso, minha recomendação é no sentido de permanecer assim indefinidamente e sem sexo. O risco de um novo casamento tão desastroso quanto o primeiro é muito grande, e talvez valha mais a pena viver sem ele e sem sexo. Pelo menos você estará dando uma contribuição consistente à sua longevidade. Para mim, pecado é pagar impostos injustos, se é que exista algum que não seja. Se olharmos o que nossos governantes fazem com essa grana, a impressão que fica é que não há imposto justo. Mas, dentre os impostos, o imposto ao sexo é inaceitável. O imposto ao pecado é pago à igreja que é isenta de pagamento da maioria dos impostos que você e eu somos obrigados a pagar e também inaceitável. Quem os recebe e quem os paga está reservando um lugar compulsório no inferno, a meu ver. As igrejas deveriam viver de doações voluntárias e não das compulsórias, como fazemos na Gruta, se bem que andamos mal de doadores, compulsórios ou voluntários.

Penso na opção de não fazer sexo fora do casamento como a opção de vida sexual mais inteligente, seja para os frequentadores de igrejas, grutas ou para qualquer outra pessoa ou organização. Não conheço o jogador Kaka pessoalmente, mas considero acertada a opção dele, a sexual, óbvio,  inclusive como um excelente testemunho à legião de fãs ainda na mais tenra idade, que ele influencia. Condeno sim, aqueles que o julgam, cujo carrasco mor atende pelo nome de Juca Kfouri e se diz ateu, embora tenha ficado indignado com o abandono do túmulo do Sr. Vicente Matheus, um falecido ex-presidente do Corinthians, deixando claro suas preocupações religiosas com os mortos. Gente assim, prefere expor as pessoas, e no caso, preferencialmente aos mais jovens, aos riscos da promiscuidade que é gerada pelo sexo praticado de forma irresponsável, mesmo que seja com camisinha, pois esse apetrecho pode evitar problemas físicos, embora não totalmente, mas seguramente não evitará os danos psicológicos, às vezes ou na maioria delas, catastróficos para os praticantes.

Em suma, diga não à camisinha, faça sexo só dentro do casamento e não pague impostos injustos, todos eles podem fazer muito mal à saúde.

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Então o Espírito será retirado…

Sir Ken Robinson, um inglês que vive nos Estados Unidos e é professor em uma grande universidade, está defendendo uma revolução na Educação mundial, não apenas uma evolução ou mais uma reforma.

Há muitas pessoas nos dias de hoje envolvidas em reformar a igreja. Mas a pergunta é: Seria essa a nossa missão? Quantas reformas já aconteceram na Igreja ao longo de vinte séculos?

Tenho lido e ouvido muitas pessoas sinceras e comprometidas com Cristo, independente de suas opções em relação à igreja, preocupadas com o desenrolar político no Brasil e no mundo. Cem por cento delas parece estar preocupadas com possíveis restrições políticas. Gente ligada a movimentos anti conspirações assumem outras preocupações, mais ou menos drásticas. Então pergunto: os cristãos estão preparados para as mudanças que possam acontecer, em futuro próximo?

Caso algum acontecimento político futuro viesse a restringir a liberdade religiosa, eliminando o direito de nos reunir sem prévia autorização de algum conselho comunitário, proibindo a realização de cultos, missas ou qualquer outro tipo de atividade religiosa pública, a veiculação de literatura, o bloqueio de todos os sites, blogs e redes sociais onde possamos encontrar nossos irmãos em Cristo, os cristãos estariam preparados para seguir adiante em sua fé propagadora do evangelho, nessas circunstâncias?

Não estaria mais do que na hora de deixarmos de brincar com nossa liberdade atual e tratarmos de nos preparar para o futuro? Estamos diante de pelo menos três sérios riscos caminhando em nossa direção: 1) a sustentabilidade do nosso planeta ; 2) A restrição das liberdades através da implantação de regimes ditatoriais extremistas; 3) Crise do sistema capitalista liberal com conseqüentes invasões e guerras para disputa de riquezas e insumos básicos.

Não seria o momento de revolucionarmos nossas estruturas e tornar a igreja cristã em algo mais alinhado com as orientações bíblicas para os últimos dias?

Muitos seguirão com suas campanhas evangelizadoras pela TV, enquanto as empresas de televisão em seus países não forem estatizadas ou destruídas por algum míssil desavisado. Outros se manterão em seminários para pastores, para a família, jovens e profissionais até que a liberdade de culto e reuniões públicas sejam cassadas. E você, o que pretende fazer daqui para a frente?

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Todos têm direito a oxigênio


Será? Bom, no nosso caso, que dependemos dos nossos narigões para sugá-lo da atmosfera, pode ser, tirando o probleminha da poluição, lógico. Mas para gente como meu filho, cardiopata congênito com cianose intensa (hipóxia) o bicho pega. Ultimamente ele tem apresentado sintomas, cada vez mais intensos, dizendo que sua circulação precisa de alguma ajuda oxigênica. Igualmente a ele, milhares de cardiopatas congênitos cianóticos encontram grande dificuldade para melhorar a taxa de oxigenação. Sem falar no pessoal portador de problemas respiratórios.

Meu filho estava, na semana passada, com um índice entre 59 e 65 quando o mínimo aconselhável é 80. O pessoal do INCOR quando vê um anjo azul como ele, se agita todo e receita oxigênio diário, no mínimo 12 horas e urgente.

Embora seja a matéria prima presente em maior abundância, no nosso planeta, apesar do pessoal que insiste em não preservar essas reservas, trata-se de um dos mais caros, quando você precisa adquiri-lo engarrafado. Ele costuma ser distribuído em umas garrafas gigantes de metal, conhecidas como torpedos. Como o preço de uma geringonça dessas cheia de oxigênio é proibitivo para mais de 99% da população brasileira, ficou a cargo do SUS (Serviço Único de Saúde) distribuir a quem precisar e arcar com o custo, através de verbas providas pelo tesouro nacional, que é construído com dinheiro adquirido através dos impostos pagos por todos os infelizes brasileiros, inclusive os necessitados dessas coisinhas vitais, enquanto nossos políticos voadores estão em busca de nossos votos.

Nós solicitamos o serviço para nosso filho há quase um mês e, claro, ainda não vimos nem cheiro desse gás dos deuses. Cabe a prefeitura de Sorocaba (a cidade onde ainda moro, compulsoriamente) gerenciar a coisa toda. Então, eles têm uma empresa (lucrativa) contratada para fornecer os torpedos, que por sua vez, acerta as contas lá no paço municipal. Para liberar o fornecimento, como em qualquer serviço público em terra colonizada por nossos irmãos portugueses, holandeses, espanhóis, italianos, alemães, etc., há uma burocracia complexa, bem confusa e acho bom nem tentar entendê-la.

Claro que você e eu imaginaríamos que, em uma situação dessas, essa transação não deveria demorar mais do que algumas horas, com um ou dois telefonemas ou E-mails e o torpedo atingindo o alvo em cheio. Mas a realidade não se parece nada com isso. Suspeito que meu filho não verá um torpedo de perto, enquanto estiver precisando dele em casa.

Essa é a realidade de milhares de brasileiros portadores de cardiopatias congênitas, embora sem confirmação oficial, geradas pelos mesmos senhores que agora nos negam o oxigênio, não diretamente, mas via suas maracutaias costumeiras, pois é muito provável que esses males provenientes de má formação fetal sejam ocasionados pelos mesmos agentes causadores de todas as doenças que andam por aí dizimando a população mundial. Bobagens como transgênicos, hormônios, clorofila, e sei lá mais quantas coisas estão nos dando para que os deixemos viver em paz, sem ter que esbarrar em nossos corpos repugnantes. Salvo engano.

O que você pode fazer por meu filho, por mim e por todos os portadores de cardiopatias congênitas necessitando de oxigênio? A rigor nada, a menos que deseje nos pagar uma pizza para amenizar nossa angústia, enquanto nossos queridos vivem com taxas vergonhosas de oxigenação, sem qualquer dose de humanidade das nossas “otoridades”.

Você deve estar imaginando para onde eu gostaria de mandar essa gente que só pensa em eleição, copa do mundo, olimpíadas e a vida privada dos nossos jogadores de futebol, mas como sou cristão, os mandarei para o inferno, apenas.

Espero que, pelo menos você, fique com Deus.

Um beijo na careca

Lou Mello

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Bolso Furado

Um ditado judaico:

De três maneiras se conhece um homem: Por seu copo, Por seu bolso (kissó) e Por sua ira

Nosso foco aqui é o bolso, e quão reveladora é a nossa atitude para com ele. Em todo bolso surgem questões de sobrevivência e suas fronteiras, do excedente, da posse, do poder e da insegurança. Diz essa mesma tradição: “O mais longo dos caminhos é o que leva ao bolso”. Não há como chegar ao bolso sem uma longa reflexão sobre a vida e seu sentido. Nossa relação com o bolso é reveladora de quem somos e onde estamos neste imenso Mercado de valores que é a realidade.

Nilton Bonder em “A Cabala do Dinheiro”

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