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Na velocidade do nosso tempo

Velocidade, rapidez, agilidade, etc., não é só em termos de comida, fast food, trangênicos, sexo seguro e essas porcarias, tudo anda muito rápido, hoje em dia. Você pode enriquecer rapidamente, tanto quanto empobrecer na velocidade de um raio, ou engordar da noite para o dia, aliás acho que emagrecer poderia ser a exceção nessa regra, mas não é, as pessoas não emagrecem por que são vagabundas, na maioria dos casos, o Ronaldo que o diga.

Resolvi compartilhar a escrita do meu livro Finanças OK, em um dia meio ruim, e no outro desisti da idéia, dado o interesse, ou melhor, falta dele por parte dos leitores. Não pense você que isso me chateia, ao contrário, acho bom porque tiro mais uma idéia tola da cabeça, rapidinho, speedy. Continuarei escrevendo, quer queiram ou não, pois preciso cumprir minha sina nessa vida. Tenho os filhos, plantei as árvores, mas ainda não editei o maldito livro. Morro de inveja de quem o fez, ou você pensa que minha propaganda grátis pró livros do Brabo é ingênua e desinteressada? Entretanto, não consigo pagar o preço. Nesse caso sou como os gordinhos, bem vagabundo. Além de não escrever o trem, pelo menos como pretendo (sou perfeccionista e tendo a procrastinar por causa disso), fico implicando com os caras que poderiam facilitar o caminho para mim. Desse jeito fica difícil. Bom, a gente sempre pode ganhar na loteria e mandar fazer, digo, editar, sem ser preciso adular nenhum desses alcoviteiros, cheios de hábitos insalubres e suas crenças periclitantes.

Na verdade, nem carece ficar triste porque alguma coisa não esteja bem. Isso pode mudar num piscar de olhos. Um E-mail certo, um Twitter, uma conversinha via Skype, um torpedo no alvo e pronto, tudo pode mudar. Nossa, sinto mesmo é não ter tido essas ferramentas nos tempos de minha adolescência e início de juventude. Fico imaginando quantos problemas teria evitado. E tem gente que vem com aquela conversinha a favor da vida dos séculos passados. Tô fora. Minha tristeza é ver todo esse arsenal só no último terço de minha vida. Cara, fui um nerd antes da hora. Gastei meu tempo arrumando máquinas de escrever e relógios. Só fucei o primeiro computador aos quarenta anos (quero dizer: por dentro), embora tenha sido apresentado a eles (uns monstros que existiam na pré história de minha vida) em meu primeiro emprego, na Avon. O problema é que ninguém me deixou vê-los em suas entranhas.

Fui o tipo de menino que teria começado desenvolver um software qualquer na garagem de minha casa ou no dormitório da universidade norte americana, não fossem os pais e professores obtusos que tive e o fato de não ter feito faculdade na outra América, aquela que deu certo, embora esteja em rota de declínio, agora. Quando comecei meu negócio de manutenção em bicicletas na nossa garagem, devia ter uns doze anos, meu pai me pregou a maior bronca da história. Nada a favor do emprego e essas enganações universais, pois ele também nunca acreditou nisso, mas devido a sua intenção em me dar tudo o que eu precisasse, por causa de sua neura em relação ao meu avô, o maior pão-duro de São José dos Campos. Com isso me estragou para sempre. Mas nada acontece por acaso, Deus tem tudo sob controle, creia-me, negócio de livre arbítrio, democracia, demo isso, demo aquilo, não é a dele.

Como o Wood Allen, também acredito que tudo dará certo, no final, ou muito antes do que esperamos, ou seja, a vontade divina prevalecerá, não importa qual venha a ser.

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Você ainda chegará lá, um dia.

Paulo Cesar Pereio é odiado por todo mundo, inclusive por ele mesmo.

Gostei da frase: O fracasso ainda não me subiu à cabeça.

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Temas, relacionamento e sanitarismo nos evangelhos

Pensando bem, Jesus não diversificou muito seu discurso. Tratou de questões teológicas, de saúde e finanças. Tanto ou mais do que eu, não era adepto da psicologia e investiu pouco na área dos relacionamentos. Sou capaz de entendê-lo, também fico constrangido quando um cara barbado vem se queixar da mulher, dos filhos, ou pior, da mãe. Nesses casos, minha vontade é ser desaforado, afinal, quem mandou o cara se meter nessas confusões. Exceto a mãe, legada a cada um de nós da forma menos democrática possível, já que se trata de uma imposição inevitável, como se fosse um imposto, os outros relacionamentos são todos opcionais.

Engraçado, a meu ver, é um sujeito que conseguiu se livrar da jararaca, louco para arrumar outra. Via de regra, arruma outra igualzinha e quando eu lhe digo isso, ele responde: mas essa é negra. Com as mulheres é igual, elas levam uma vida para despachar um pinguço e advinha, rapidinho arrumam outro trançador de pernas. Dizer o que? Sem falar que em briga de marido mulher… assim que fazem as pazes e voltam a ficar de beijinhos te satanizam.

Sempre imaginei Jesus como um chato. Sabe daqueles caras que fugimos, mandamos dizer que não estamos ou quando vemos o número do telefone deles estampado no identificador de chamadas não atendemos? Ele passou a vida com aquela ladainha: “Arrependam-se que lhes chegou o Reino de Deus”, e o trem não chegava nunca. Fora aqueles olhares reprovadores todas as vezes que os discípulos reparavam no bumbum de Madalena ou das outras mulheres seguidoras.

Outro detalhe que reparei lendo os evangelhos é que a única citação a respeito da higiene pessoal do grupo, na maioria composto de pescadores, diz respeito ao fato dos discípulos não lavarem as mãos antes das refeições, com o agravante de ter o Mestre defendido essa falta de decoro de seus mancebos. Fico pensando que, possivelmente, ninguém, dentre eles, tomou um banhozinho se quer, durante três anos e Jesus incluso. Tem mais, nenhuma vez aparece alguém pedindo licença para ir ao banheiro, ou mencionando que Jesus estivesse no Toalete. O Mestre era humano e precisava fazer suas reflexóes e leituras, não é? Será que pelo menos depois de… você sabe, eles lavavam as mãos e etc.?

Putz, aquilo devia feder até…

Avisos:

  1. A Gruta estava fora do ar desde ontem. Nosso computador é um mercenário e nega-se a trabalhar quando a hospedagem não é paga. O nome dele? King Host, gaúcho dos pampas tchê. Então aproveitei a oportunidade e até o fim do mês está tudo certo.
  2. Na próxima segunda-feira estaremos no INCOR – SP onde o Thomas passará por uma consulta com a Dra. Agélica Binotto, que está acompanhando jovens vítimas de uma cirurgia denominada Fontan. Dizem que ela conserta o coração e entorta o resto, não a doutora, a cirurgia. Alguns poucos leitores são responsáveis, junto conosco, nessa aventura e somos muito gratos. Espero que papai do céu lhes recompense sem parcimônia. Se esse não for seu caso, descanse, ainda haverá muitas oportunidades para você ser um dos tais.

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Cidadão da Atlântida

Tenho enorme dificulidade em entender alguns pontos nesse mundo e isso se deve à minha origem. Deixando a questão religiosa um pouco de lado, depois volto a ela, minha origem é um pouco incomum.

Claro que nasci no Brasil, mais significativamente, em São Paulo, na gloriosa Liberdade, o que só me acrescenta uma obrigação a mais, mas descendo de um povo com um história sui generis. É isso mesmo. Meu povo é originário de um continente que acredita-se não existir mais. Trata-se da Atlântida. Se bem que todos nós, descendentes, acreditamos que ele esteja por aí, em algum lugar, submerso ou soterrado. Os remanescentes desse povo, como eu, existem porque uma boa parte dos atlântidos não estava em solo atlântido no (s) dia (s) da grande tragédia que se abateu sobre nosso continente.

Segundo meus ancestrais, nossa civilização era altamente desenvolvida. Havíamos chegado a grandes descobertas e criado meios que até hoje a civilização atual não alcançou. Embora não tenha vivenciado todo esse avanço, trago informações em meus genes, o que me coloca em constante e inevitável antagonismo com boa parte dos acontecimentos desse mundo.

Que ninguém nos ouça, mas cremos que Jesus Cristo é, no mínimo por descendência, um de nós. Não por querermos algum tipo de privilégio, já bastam os que temos, mas por causa das palavras aparentemente insanas dele, declarando não ser desse mundo. Todos nós costumamos repetir essa frase, sem pensar. É algo inerente ao nosso povo.

Dentre nossos avanços, geralmente inclusos em nossos genomas, somos capazes de prever, profetizar, discernir e ter visões em doses muito acima da média. Alguns de nós, e esse não deve ser o meu caso, exerce enorme atração e fascínio nas pessoas originárias dos outros continentes e alguns costumam tirar bom proveito disso, o que também não é o meu caso, certamente. Talvez, se chegarmos a melhores níveis de confiança, eu revele mais sobre nossas características e peculiaridades, pelo menos algumas que você ainda não tenha reparado.

Então é isso, queria que todos soubessem que não sou desse mundo conhecido, não há cidadania a reivindicar aqui, pois a minha é outra. Sendo assim se houver algo a estranhar, ponha na conta da Atlântida. Quando ela for encontrada, você poderá cobrá-la. Até lá, cale-se.

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Por falar em estatuto


O Rubinho enviou-me E-mail replicando mensagem que alerta sobre a votação do Estatuto do Nascituro, programada para amanhã 05/05/2010 na Câmara Federal. Decidi dar providência ao documento, enquanto adiava meu post de hoje para outra data mais oportuna.

Eis a íntegra da mensagem:

“Sábado, 1 de maio de 2010

A TODOS OS QUE COMPREENDEM O VALOR DA
VIDA:

No dia 17 de setembro de 2007 os deputados federais Luiz Bassuma (PT-BA) e Henrique Afonso (PT-AC) foram condenados por unanimidade de 38 votos pelo Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores, sediado em Brasília, acusados de terem cometido infrações graves à Ética Partidária por haver defendido a vida desde a concepção e apresentado vários projetos de lei contra o aborto no Congresso Nacional.

A violência envolvida neste julgamento, além de ter sido um sinal claro da existência de um compromisso programático contra o direito à vida por parte do governo Lula, foi um prenúncio de novas medidas
mais radicais que virão a ser tomadas contra a vida pelos governos do Partido dos Trabalhadores.

Entre os vários projetos que valeram a condenação do Deputado Luiz Bassuma, encontra-se o Estatuto do Nascituro, apresentado em co-autoria com o deputado Miguel Martini (PHS-MG).

O Estatuto, que tramita na Câmara com o nome de PL 478/07, elenca todos os direitos inerentes à criança por nascer e pretende tornar integral a proteção ao nascituro.

O projeto, que tem ampla aprovação da maioria dos parlamentares na Câmara e o respaldo da esmagadora maioria da sociedade brasileira que é contrária à legalização do aborto, poderia ter sido aprovado por um folgado número de votos nesta quarta feira passada, dia 28 de abril de 2010 se a votação não tivesse sido suspensa através de uma manobra de um pequeno número de parlamentares a favor do aborto.

NESTA QUARTA FEIRA DIA 5 DE MAIO DE 2010 O ESTATUTO DO NASCITURO SERÁ NOVAMENTE APRESENTADO PARA VOTAÇÃO NO CONGRESSO.

PRECISAMOS DE SUA AJUDA PARA QUE ESTE PROJETO SEJA APROVADO NA PRÓXIMA QUARTA FEIRA DIA 5 DE MAIO DE 2010.

O BRASIL ESTÁ ENFRENTANDO O MAIOR ATAQUE JÁ DESENCADEADO CONTRA A DIGNIDADE DA VIDA HUMANA QUE HOUVE EM SUA HISTÓRIA. O problema transcende o próprio Brasil e representa o coroamento de investimentos estrangeiros de várias décadas que pretendem impor o aborto não só ao Brasil como também a toda a América Latina e a todo o mundo.

Procuraremos manter informados sobre o desenrolar dos acontecimentos a todos os que tenham recebido esta mensagem.

Agradecemos a todos pelo imenso bem que estão ajudando a promover.

ALBERTO R. S. MONTEIRO”

Detalhe: Não verifiquei a fonte e as informações.

Se você deseja que o tal estatuto seja votado amanhã, envie E-mail urgente ao seu representante na Câmara, sem deixar de mencionar sua preferência. Se for alguém como eu, tal ato tresloucado não será necessário, pois não elegi nenhum representante naquela casa de horrores.

Pessoalmente, enxergo uma luta titânica dos poderes políticos no sentido de arrebatar para si os ditames da moral, e o fazem da pior forma possível, através da elaboração insana e irresponsável de leis e mais leis. Adorei conhecer Jesus Cristo e sua proposta de vida pela graça, sem falar em minhas tendências taoistas em favor de uma adorável e salutar anarquia, com muito respeito, é claro. Quanto ao aborto, não encontrei em toda a minha vida opinião sensata sobre o tema. Continuo perdidinho, embora adote algumas posturas, como recomendar aborto compulsório em caso de gravidez gerada em conseqüência de estupro não desejado (imagino que alguns estupros sejam desejados, especialmente os que acontecem no recôndito do lar). Também prefiro que os abortos, se inevitáveis, sejam realizados em hospitais da rede pública, mediante assinatura de termo de responsabilidade dos implicados, a mãe quando for solteira e a mãe e o pai quando a mãe for casada. Para a Igreja, recomendo postura clara e radical contrária ao aborto, sem entrar em detalhes.

Além disso, devo acrescentar que, se mamãe tivesse feito comigo e que fez com todos os meus irmãos mais velhos, teria privado o mundo de muito sofrimento e perplexidades e não posso omitir esse fato.

Como diria meu professor de Ética, Lourenço Stélio Rega, em tempos de seminário: Questões de Macroética nunca chegam a bom termo.

Durmam todos com esse barulho, se puderem.



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Estatuto do Cristão

Ultimamente, como nunca na história desse país, produziram-se tantos códigos e estatutos como agora. Sei que já perdeu a graça mencionar essa frase e que ela tem servido a todos os detratores do nosso astuto presidente, sempre que pretendem avacalhar nosso caudilho, mas nesse caso, fará sentido, como veremos.

Uma primeira consideração, antes do tema central propriamente dito, seria conclamar nossos leitores ligados às leis para nos ajudar com as definições e ritos processuais. Primeira questão se refere a essas titulações estranhas do tipo: estatutos, códigos, regulamentos, etc., enfim, essas geringonças teriam o mesmo peso de, digamos, lei? Ou teriam esses nomes justamente para significar: “Não, nós ainda não temos status de algo tão nobre quanto ela, a lei”. Nesse caso, nossos digníssimos legisladores teriam presenteado os idosos, as crianças, os consumidores e os torcedores com algo menor, que eles mesmos estariam pouco a fim de cumprir.

Como diria o finado Viktor Frankl (O homem em busca de um significado) tudo tem dois significados, pelo menos, e cabe-nos optar pelo que for mais conveniente. No caso, se tudo não passou das questões semânticas e a ideia para tudo isso tenha sido mesmo criar leis protetoras e capazes de tornar nossas vidas (dos velhinhos, das crianças, dos consumidores e dos torcedores) melhor, então fizeram algo bom e não há porque não seguir esse caminho propondo a criação do nosso tão almejado e necessário estatuto, ou seja, O Estatuto do Cristão.

Logo depois dessa ideia genial, muitas outras sub ideias começaram a dançar em meu imaginário. Em princípio, pretendia pinçar algumas… digamos… incoerências desses documentos nada coerentes, mas lembrei, antes de mais ninguém, dos nossos leitores psicólogos e como eles amam o ECA e o Estatuto do Idoso, que resolveram de uma vez todos os problemas desses segmentos populacionais tão esquecidos, e achei que não ficaria de bom tom. Nenhum blog perdeu tantos irmãos psicólogos e em vias de sê-lo como a Gruta, mesmo aqueles que tentaram me suportar até o limite máximo, acabaram nos deixando. Então resolvi dar asas a outras possibilidades, tais como fazer uma grande campanha nacional em favor dos direitos dos cristãos. Provavelmente temos tantos direitos quanto esses outros grupos de segregados citados acima, assim não fosse, não seria necessário dar-lhes esses libelos dos direitos, bastariam os velhos e bons códigos(é eles também são códigos) o penal e o civil. Talvez haja aí um prenúncio de resposta à nossa questão, chamam-nos assim por ser um preferência dos defensores da lei. Menos mal.

Como não sou do ramo, pretendo deixar o texto do nosso estatuto a critérios… digamos… mais democráticos, ou seja, imaginei iniciarmos um movimento através do site Avaaz.org, o mesmo que foi utilizado para a campanha do Ficha Limpa, e todos os interessados em contribuir com ideias para artigos e parágrafos únicos os deixariam registrados lá. Quando tivéssemos um montante adequado dos tais, com força para causar um Estatuto, iniciaríamos a campanha de pressão contra o Congresso Nacional em relação aos trâmites necessários a transformar,o nosso, em mais um deles, com a eficácia de sempre.

O resultado esperado seria uma completa, ampla, geral e irrestrita mudança no tratamento dispensado a nós, cristãos desse país. Nossos deveres e direitos devidamente explicitados, a ponto de fazer nossa boa e velha bíblia, tão massacrada com traduções e versões de toda ordem e interesses, corar. Daria tudo para ver a cara de nossos detratores quando isso tudo fosse aprovado e re-aprovado em forma do Estatuto do Cristão, na Câmara e no Congresso.

Quando tudo estiver pronto e o nosso Estatuto do Cristão estiver devidamente sancionado pelo digníssimo Presidente da República, talvez presidenta, diremos com a boca cheia: Nunca na história desse país, ou de outro qualquer nesse mundo de Deus ou deuses, os cristãos estiveram tão amparados. Cristãos, olhem para a situação dos idosos, crianças, consumidores e torcedores e babem de inveja. Se esse der certo, já estou prevendo o lançamento do Estatuto do Branco, do Negro e dos gays. Nada como uma constituição bem explicitada em seus mínimos detalhes.

OPS:

1)Enquanto não há o site para tanto, deixe sua contribuição ao Estatuto dos Cristãos via comentários mesmo, prometo transportar todas as contribuições para lá, depois.

2) Nesta segunda feira ligarei para o Silas e solicitarei a transferência de duas ou três daquelas doações de R$ 1.000,00, talvez aquelas realizadas por irmãos grutenses da gema. Se houver postagem nos dias subsequentes, então você saberá que obtive êxito e sobrevivi a mais um desses Tsunamis da vida.

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Quase Natal

Detesto o clima de “quase natal”. As pessoas ficam dizendo: “Ah! Mas já é quase natal”. Pior é o que vem depois, ou seja, “vamos deixar para resolver isso depois das festas”. No Brasil, como você e eu sabemos, “depois das festas” não é após a comemoração da chegada do ano novo, cantando “Adeus ano velho”, mas significa depois do Carnaval ou, para os mais católicos, logo após a Quaresma.

Tudo bem, se isso não tivesse nada a ver com decisões sobre trabalho, enfermidades e essas bobagens. Meu plano, agenda, seja lá o nome que você costuma dar, para este ano (2009), era mudar para São Paulo e começar de novo. Virou moda dizer que devemos começar de novo, sempre que necessário. Re-inventar a vida, o casamento, a carreira, etc.

Há anos, estou decidido a começar de novo, igualmente posso afirmar: decidi começar de novo, mas não consegui até agora. Incrível como nada contribui para o bem dos que amam a Deus. Embora seja bom deixar uma ressalva: a menos que o Magnânimo esteja falando como as mulheres, complicadamente para descomplicar no final, se você for suficientemente competente para captar a mensagem principal em meio a um turbilhão de frases, palavras e atitudes lunáticas e desconexas. Entendeu?

Sem dúvida, as mulheres tem uma cota diária para falar, infinitamente maior do que a dos homens. O pior, que não é só isso que temos em menor quantidade do que elas. Calma aí, não é o que você pensou, mas a nossa cota de ouvir, também é muito pequena, enquanto a delas é mínima ou nem existe. Exceção feita à falecida D. Martha Therezinha Godinho, que tinha enorme preguiça de falar, como do resto, e só ficava ouvindo. Deus devia estar com alguma mulher por perto quando criou a mulher.

Sempre que falo mal das mulheres, com o secreto desejo de atraí-las, afinal detesto ajuntamento onde não haja equilíbrio entre presenças femininas e masculinas, uns e outros (as) acham que estou falando da minha esposa. Mas ela é minha hors concours, em outras palavras, o que disse acima não vale para ela. Hoje em dia, nos falamos muito… pelo Orkut, Facebook, MSN, Skype, telefone, celular e até pessoalmente, se bem que, essa alternativa seja rara. Brincadeira. Ela fala muito comigo o dia todo, enquanto a escuto “atentamente”. Mas acho que ela discordará dessa última parte. Por alguma razão que desconheço, sempre dou a impressão de estar meio desligado, enquanto as pessoas falam comigo. Deve ser meu estrabismo.

Sendo assim, a aproximação do natal e suas festas companheiras é motivo de tortura para mim. Só me resta agendar a mudança para São Paulo a se cumprir no ano que vem, pois ninguém acredita que isso aconteça mais, neste ano, que se encerrará breve, logo após o natal. Mas o pior nem é isso, mas a desconfiança de todos sobre minha competência ou falta dela em cumprir minha própria agenda. Eles têm anos de exemplo para esfregar na minha cara.

Bom, “se não há remédio, remediado está”, diria o senhor Nivaldo. Sairei procurando uma árvore parecida com aquelas em que os norte americanos encostam centenas de presentes, na época do natal, depois de previamente decoradas com um monte de objetos sem nexo, para tentar surpreender meu filhinho que já tem idade de produzir-me netos, mas está com algum reflexo da primeira infância. Mas prometi a mim mesmo dar-lhe o que desejasse sem questionar, crendo ser essa a vontade divina. Felizmente ele é um rapaz sensato e honesto.

Afinal, é quase natal.

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Passos para ensinar Deus a ser Deus.

Em minha caminhada espiritual, há uns trinta e cinco anos evangélicos e mais uns vinte e cinco católicos mezzo a mezzo, tenho me debruçado na tarefa de ajudar a Deus. Algumas vezes mais enfaticamente e outras nem tanto. Você e eu sabemos como Deus é relapso, às vezes beirando a incompetência e em outras, a displicência. Sendo assim, precisamos nos empenhar, assumir compromissos, armar esquemas, bolar todo tipo de planos, projetos e propósitos mirabolantes, manipular as pessoas, geralmente um bando de idiotas e tudo mais, já que o Criador não se mexe.

Agora cansei. O velho que se vire sozinho. No máximo, farei o que ele mandar e só.

Adoro ler programas de encontro de pastores, cursos da família e todas essas porcarias. Bom, é raro, mas até participei de alguns muito bons. Mas geralmente, é pura perda de tempo e dinheiro. Descobri que posso imaginar o valor da coisa olhando para as propostas, sempre recheadas de propósitos, prosperidades ou sucessos. Incrível! Mais de noventa e nove por cento das vezes, os caras se propõem a ensinar Deus a fazer o trabalho dele. Deus é mesmo um bom baiano. Deita na rede ou em berço esplêndido e deixa tudo por conta da pastorada, dos psicólogos e dos marketeiros. Se nada der certo, chamem os teólogos e os advogados.

E as pessoas então, tal como você e eu? Fazemos tudo que dá em nossas telhas ou poucas telhas e ainda oramos: Senhor, abençoe esse negócio que estou fazendo. Grande!

É um tal de quatro passos, nove passos, três passos para não sei que, ou como fazer isso e como fazer aquilo que não acaba mais. Sem falar em regras e mandamentos. Aí a porca torce o rabo para nunca mais distorcer.

Tô fora!

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A Queda

Quem está caindo? Bobagem, é só impressão.

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Ócio improdutivo

Capitulo I – Segunda Feira

Certas segundas-feiras, como hoje, tudo que eu gostaria de ser era um desses malucos existentes por toda parte. Desses neuróticos que saem às segundas feiras para o trabalho. Sim, porque eles têm um trabalho e, muito provavelmente, uma carteira de trabalho com um registro de trabalho e, depois de fazerem a mesma coisa vinte e poucos dias de cada mês, em dia certo, recebem um bom valor em dinheiro por isso, descontado os encargos, impostos, etc. Estranho, mas tenho a sensação de serem todos mais novos do que eu. Para encontrar gente de minha idade, nesse dia e hora, só indo andar na ciclovia da avenida, a pé.

Posso estar errado, mas suspeito que a Dedé, também tem esse tipo de pensamento, certas segundas feiras. Talvez, nada muito certo, ela fique invejando as vizinhas, cujos maridos saem para o trabalho, sim porque se supõe que essa seja a razão deles saírem todas as segundas na mesma hora, faça sol ou não.

Há um grande risco dos meus filhos pensarem o mesmo que os pais deles, às segundas-feiras, ou em algumas delas. Quem sabe eles pensem em forma de pergunta, do tipo: Por que meu pai não sai todas as segundas feiras para trabalhar como fazem nossos vizinhos, amigos, parentes, ou seja, essas pessoas normais e bem adaptadas. Tinha que ter nascido em um lar onde há um pai desequilibrado como o meu, que nessa altura do campeonato, não tem emprego e passa o dia todo grudado no computador escrevendo em blogs e lendo bobagens?

Como ninguém ousa me dizer nada disso, a não ser em meio a alguma discussão mais exaltada ou em situação de excesso etílico, sigo me escondendo atrás do contrato secreto do casamento (aquele que existe, mas ninguém nunca viu) e ai daquele que disser qualquer coisa fora do script. Sou um grande vagabundo (denominação usada para definir pais quem não trabalham em empregos fixos e estáveis, mesmo que desejem), mas ninguém tem o direito de me lembrar desse detalhe.

Sabe, não é a melhor situação da vida, em plena segunda feira, ao invés de estar no meu trabalho aquentando algum chefe neurótico ou psicopata, fazendo um trabalho que eu detestaria estar fazendo junto com um bando de caras com os quais não teria nenhuma afinidade, mais a loira velha e mal oxigenada me assediando com aqueles olhares constrangedores com as pernas escandalosamente cruzadas, cheias de fashion lags e a japonesa muda me censurando só com seus falsos olhares , sem saber que detesto estar ali e a todos eles. Embora isso me assegurasse uma grana compulsória na conta, todos os meses. Ao invés disso, estou aqui no conforto do lar, em meu próprio computador, me sentindo culpado por estar aqui onde gostaria de estar, escrevendo no meu blog, essas palavras sem nexo e nenhuma relevância.

Sem falar no fato inqüestionável de que os milhares de pessoas iguais a mim, homens e mulheres na meia idade que estão escrevendo em seus blogs, em plena segunda-feira pela manhã, enquanto as contas continuam vencendo e o mundo está prestes a desabar sobre suas cabecinhas ocas, não passam de uma cambada de vagabundos pessimistas e perdedores ou estão aposentados e abandonados, o que dá no mesmo.

Não sei por que insistimos em não pensar positivamente e em não transformarmo-nos através de alguma mudança comportamental. Sabe, você e eu precisamos pensar em nossas esposas (ou maridos vagabundos) e filhos. Eles não têm culpa de nada. É preciso ir à luta. Saia já e cate papelão e latinhas de refrigerante vazias, durante o dia todo e depois vá vender lá no depósito de recicláveis da prefeitura, administrado pelo cunhado do ex-vereador Julio Cesar, aquele pulha. Com sorte, antes das onze da noite você estará em casa e, pasme, com Doze reais no bolso, se voltar a pé, e nada nas mãos, além de bolhas e arranhões, claro.

Pior é ser o único a pensar que seria digno de algo mais nobre e recompensador. Por que não? Silêncio total. Anos atrás, o Douglas, aquele que levei para a Portas Abertas por julgá-lo um bom contador e hoje é o secretário executivo (lugar onde eu deveria estar) me aconselhou a arrumar um emprego de garçom. Nada mais apropriado para uma cara jeitoso e nada estabanado quanto eu. O pastor Jonathan, aquele da Antioquia e Vale da Benção que levei para a África como parte de minha equipe missionária, fez melhor, me aconselhou a abrir um pequeno comércio, algo como uma banca de jornal ou uma lanchonete. Segundo ele, poderia começar com um carrinho de cachorro quente em alguma esquina e depois evoluir. Já o Zenon, a quem considero o melhor pastor terapeuta da paróquia, ganhou de todos e me nomeou seu vendedor de livros nº 1, em uma equipe onde só havia eu. Em dias de Curso de Aconselhamento para Pastores, vendia muito bem, especialmente nos dias em que o Pastor Ageu Silva (ex-vice presidente do Bradesco e atual pastor de uma Igreja Batista em Osasco) aparecia. Era uma festa. Voltava para casa de Metrô com metade dos livros que levara em meu carrinho transportador de malas, adaptado para transportar livros, com alguns pedaços de papelão, aqui e ali. Livros da mais elevada procedência, óbvio.

Acho que todos eles, e mais alguns, estavam querendo me dizer alguma coisa. Sei lá. Talvez esteja mais para plebeu do que para nobre. Agora se Deus tinha para mim esses propósitos mais populares, deveria ter me enviado ao mundo negro e forte. Putz! Como sou preconceituoso. Pode? Por que um quase branco e estatura nada a ver não pode carregar sacos de cimento e mexer massa para os mestres de obras nordestinos? Que besteira! Numa coisa todos estão certos, caso houvesse insistido, daria um péssimo pastor. Talvez, nesse instante, estivesse cumprindo pena em alguma praia paradisíaca da Flórida, ou andando por aí em minha Harley para passeios sabatinos.

Mas é segunda-feira e estou aqui me sacaneando com péssimos pensamentos e, pior, sem saber onde despejar minha carcaça inútil. Se você veio à Gruta em busca de alento, danou-se. Gruta é lugar de párias, desiludidos, endividados, desenganados e procurados pela Cia, feito o Ben Laden, o líder das FARC e eu.

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