
Segundo Paul Tornier, todo conselho esconde uma crítica velada, a menos que tenha sido solicitada. Gostaria de parar de falar, responder quando for perguntado, apenas, como o Mack de A Cabana ou o pai de Kenneth Hagin que passou os últimos quarenta anos de vida sem dizer qualquer palavra. Gosto de falar sobre Deus e mais um ou outro assunto, mas a poucos interlocutores. Minhas idéias pobres e meus raciocínios primários não interessam a ninguém ou seria péssimo constatar alguém agindo segundo minhas tolas indicações, suprimindo a capacidade básica do ser humano, ou seja, o pensar.
Perguntado no programa Roda Viva sobre o pensamento positivo, Patch Adams saiu-se com essa: “Pensar positivo seria um luxo, se conseguirmos levar uma pessoa a pensar, apenas, obteremos um ganho fantástico. Minha sensação me diz que respostas prontas ou o compartilhar de minha experiência impede as pessoas de pensarem e isso é péssimo.
Cada vez mais, encontrar uma pessoa capaz de pensar torna-se algo raro. As pessoas buscam respostas fáceis e tem preguiça de pesquisar as respostas dentro delas mesmas. Registro flagrantes de mim mesmo fazendo isso, o tempo todo. A minha memória enfraquece. Quando tento lembrar de qualquer fato, tudo que consigo lembrar é o Google.
Não tenho nada a dizer-lhe esta manhã. Nada que você mesmo não seja capaz de pensar. Meu melhor conselho é o meu silêncio.









#1 by Raquel on 15 de abril de 2009 - 12:35
Constantemente eu tenho essa sensação…paramos de
pensar? Ficamos só observando, pesquisando resultados?
É uma realidade muito estranha…mas é real.
Vivemos cada um no seu casulo, tudo muito prático, tudo
muito à mão.
Com quantas pessoas eu conversei hoje? Pra quantas eu
dei um olá, um sorriso, um abraço?
#2 by rubens osorio on 15 de abril de 2009 - 16:39
… !!! … ??? …
…
#3 by Wander on 15 de abril de 2009 - 18:55
Tem uma comunidade do orkut que diz: o que não está no google não existe!
Gostei do conselho.
Abraço.
#4 by Jacira Mavignier on 16 de abril de 2009 - 0:03
Ficarei em silêncio, seguindo você. Quem sabe no meu silêncio e no seu, pensemos alguma coisa que venha a fazer diferença…
#5 by Nelson Costa on 16 de abril de 2009 - 0:54
Silêncio é bom e descansa o cérebro para os futuros pensamentos. Caso contrário não veríamos a placa silêncio nas bibliotecas.
Meu jeito filosófico sem sentido de fazer silêncio.
Psiiiuuuu!
#6 by Vilma on 16 de abril de 2009 - 5:19
Já Gandhi disse que o homem arruína mais as coisas com as palavras do que com o silêncio.
Continuo a acompanhar-te … em silêncio!
DTA
#7 by Wagner on 16 de abril de 2009 - 7:40
Perguntaram pra Madre de Calcutá: o que a senhora diz em suas orações a Deus? Ela: nada, eu só escuto. E Ele, o que diz? Nada, Ele só escuta.
#8 by Wander on 16 de abril de 2009 - 11:42
Lou, o silêncio dóóói.
Mas traz a cura posterior.
#9 by Roger on 16 de abril de 2009 - 14:11
Essa é uma boa copilação de excelentes sacadas que, antepostas ao seu pseudosilêncio, me fazem pensar por que não havia pensado nisso antes…
#10 by vivianabengelsdorff@gmail.com on 16 de abril de 2009 - 14:33
Olá Lou, meu amigo
Há já bastante tempo que não vinha até aqui.
Porém continuo a achar que este é um lugar muito bom para se vir…
Quanto ao Silêncio,sou adepta a cem por cento.
Eu para andar bem…necessito do meu tempo de silêncio diário.
E falou em pensar?
Pois saiba que eu até tenho receio de estar gastar demasiado tempo a fazê-lo.
Mas é muito bom pensar.
È mesmo excelente pensar.
Desejo-lhe um bom entardecer
um abraço
viviana
#11 by Rondinelly on 16 de abril de 2009 - 20:16
É…
…
Deixa pra lá…
(Será que eu penso, meus deuses…)
#12 by Bernardo Tenório on 17 de abril de 2009 - 15:13
Peraí Lou ,eu só não entendi porque você citou o pai do Kenneth Hagin,queria que ele fizesse o que? Coitado ser pai do Hagin não deve ter sido nada fácil.
#13 by Alysson Amorim on 18 de abril de 2009 - 0:07
Um dia Henry James me deu uma folha em branco e sussurou em meu ouvido: quer aprender a escrever? esse é todo conselho que posso te dar.
Sou-lhe imensamente grato.
#14 by bete on 2 de maio de 2009 - 10:19
Taí Lou.
Chegamos no post que deu origem ao meu sumiço.
Silêncio. É o meu grande problema, ou melhor, a falta de.
Estive desde que o li, praticando a frase do Patch: antes de pensar positivo bete, tente pelo menos pensar.
Tão difícil para uma mente agitada e doentia como a minha, tão difícil…
Entregar-me a calmantes, será abdicar de um restinho de vitalidade, necessária para ser o motor de algumas gentes que moram aqui comigo. Então o que fazer?
E tem também o problema do problema. Minha mente agitada me é útil, em muitos momentos. Minha excelente memória já me salvou de muita encrenca em ambiente profissional. Minha rápida associação de idéias me proporciona momentos bons.
Encontrar o divisor de águas nisso tudo é o meu dilema.
Fora que não sou realmente muito boa em pensar, muito menos em verbalizar. Uma vez meu filho pequeno me pediu que falasse de um tema que não me lembro, pra ele desenvolver uma redação. Eu dizia, filhinho, não sei, não sou capaz de dizer nada, me dá um papel que eu escrevo. Ele insistia que eu dissesse, eu insistia em que ele me desse um papel, ele achando que era má vontade. Quando ele finalmente me deu um papel, eu desenvolvi o que ele queria.
Mas o meu problema, Lou, é que eu não posso andar com um pedaço de papel pela vida. Então eu vou levando desaforos, ouvindo opiniões idiotas que não consigo refutar, coisas assim, e isso embaralha demais a minha cabeça. Então nos momentos de solidão, falta silêncio. Ai, desculpe, fiz terapia.
#15 by bete on 2 de maio de 2009 - 15:43
Uai, foi o que eu fiz dôtor… exatamente isso, quer o pagamento como? de repente posso ir até aí e tipo, lavar umas vidraças…