Cabanada



Como o Adiron e eu estamos fartos de toda essa cabanada dos últimos dias, digo, posts, resolvi, com anuência de todo o conselho de sábios da Gruta, seguir o conselho do Fábio e abrir a Gruta a todos os desvalidos, ou seja, além de todos nós, homens e mulheres em aperto, endividados, amargurados, estressados, cultos, etc., estamos incluindo os participantes da Cabanada: jacuípes e papaméis.

O objetivo é ficar com a nossa Gruta e nossas grutagens e deixar A Cabana e suas heréticas posições conservadoras para lá. Afinal, Deus também fala com nossos personagens, com vantagens, pois quando está muito ocupado envia anjos, coisa ignorada pelo excomungado (Segundo o Mark Driscoll) do Willian P. Young. Melhor deixar esses gringos pensando que são os reis da cocada preta. Quando eles acordarem, estaremos ditando as normas da Igreja, inclusive da nossa. Basta mirar nossos atuais líderes e seus debates maravilhosos, enquanto falam e se jactam, as almas estão caminhando a passos largos para o inferno. Mas qual a importância disso?

Para evitar que você tenha o trabalho de descobrir no São Google do que estamos falando, encurtei o caminho para você e tasquei a explicação toda aqui. Leia se tiver saco. Desculpe, paciência é mais fino. Descubra essa pérola de grande valor que foi a Cabanada com seus jacuípes e papaméis liderados pelo famoso Vicente de Carvalho, aquele dá nome a alguma rua em todas as nossas cidades e que foi o nosso Davi tupiniquim, para espanto das Américas. O Adiron é um professor como poucos e tem me obrigado a ceder a essa horrorosa prática de aprender algo mais, mesmo quando já imaginava saber tudo. Se você tiver dúvidas, inclua o blog dele (Mens insana in cor sano) em sua via sacra, digo, blogal diária, se ainda não o fez. Assim você entrará para o rol dos eternos aprendizes, como eu fiz. Veja lá:

Cabanada foi a rebelião ocorrida no Brasil entre 1832 e 1835, iniciada logo após a abdicação de Dom Pedro I, ou seja, no período da Regência. Dificuldades financeiras do novo Regime, com o comércio exterior quase estagnado e a queda das cotações do algodão e da cana-de-açucar, além do privilégio aduaneiro à Inglaterra, em vigor desde 1810, fizeram com que eclodissem diversas revoltas no Império do Brasil nesse período.

O movimento da Cabanada se deu em Pernambuco, Alagoas, e Pará, porém são insurreições diferentes e em locais diferentes. A primeira se trata da revolta em Pernambuco e Alagoas e a segunda na região do atual Pará.

Em Pernambuco, onde também foi chamado de “A Guerra dos Cabanos”, a rebelião foi conservadora pois pretendia a volta do monarca português ao trono do Brasil (para alguns historiadores, uma pré-Canudos). Desenrolou-se na zona da mata e no agreste. Teve como líder Vicente de Carvalho, com seguidores de origem humilde, predominando índios (jacuípes e outros) e escravos foragidos (chamados de papaméis).

Com a morte de Dom Pedro I em Portugal (1834), o movimento deixou de ter razão de existir, e em uma Conferência de Paz com participação do bispo Dom João da Purificação Marques Perdigão, a rebelião terminou.

A insurreição da Cabanagem no Pará foi mais grave, pois foi nacionalista e queria a independência da província. Durou cerca de 5 anos, pacificada pelo Marechal Soares de Andréa, o barão de Caçapava, a custa de vários conflitos sangrentos e execuções dos insurretos.

Fonte: Wapedia

Enfim, a Gruta não é nenhuma academia, mas tem seus momentos, principalmente pela excelente participação de seus leitores e amigos.

OPS: Antes que alguém venha com a gracinha, também não faço a menor idéia do por que da presença da Liz Taylor na foto. Como a carinha sapeca dela é um brilho só, achei por bem deixá-la. Mal não faz. Mas clicando na foto você desaguará no blog original e poderá fazer a perguntinha indelicada lá. Aproveite para saber mais sobre a Cabanada. Esses caras precisam saber quem manja de cabana, de verdade.

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  1. #1 by Raquel on 30 de abril de 2009 - 15:09

    Nossos irmãos do “norte”, deveriam saber quem entende
    de cabanas, cabaninhas e cabanadas… mas como? A maioria deles ainda acha que a nossa capital é Buenos Aires!!!

    Pois é, se a Sextante, a Imprensa da Fé e seus pares dessem alguma atenção para autores nacionais isso poderia melhorar.

  2. #2 by Adiron on 30 de abril de 2009 - 18:09

    Não esquecendo que os papaméis ainda dão dor de cabeça aos status quo em movimentos quase guerrilheiros. Bons cabras da peste esses sujeitos.

    Se bobear poderíamos importar alguns, afinal gostamos de um bom importado. :)

  3. #3 by Jacira Mavignier on 1 de maio de 2009 - 0:15

    Peraí, cultos não deveriam constar da lista dos que precisam de Grutas.??????????????????????????
    Mulheres, endividados, estressados, jacuípes, papaméis, sim.
    De cabana e de cabanada quem entende mesmo são esses últimos,os rebeldes.

    Estive visitando a Blogosfera “cristã”,e salvo engano, pareceu-me que a mesma se parece com uma igreja que corre por fora. Se não estivermos atentos estaremos cometendo erros muito próximos àqueles aos quais sempre temos citado e de uma maneira velada ou não, (dependendo do Blog) até condenado…

    Os cultos são os formadores de opinião. Nunca houve uma revolução sem eles. A tal teoria mais a praxis. Sem falar que eles costumam ser marginalizados, endividados e preteridos pelos mediocres.

  4. #4 by Jacira Mavignier on 1 de maio de 2009 - 0:33

    AH! LOU,ESTAVA ESQUECENDO DE COMENTAR. PARABÉNS PELA CONTINUIDADE DA CAMPANHA “OS AMIGOS DO THOMAS”.QUE BOM QUE ELA FOI LEVADA ADIANTE…
    CLIQUEI NO ANJINHO E DEPOIS EM COMO PARTICIPAR,E LÁ ESTÃO O BANCO,A AGÊNCIA E A CONTA.lEGAL,TODO MUNDO PODE DAR UMA ESPIADINHA LÁ!E COLABORAR, É CLARO!

    (minha participação é a propaganda aqui)rss

    Uma multidão de um ou dois pediu para deixar a conta à disposição de quem desejar participar voluntária e democraticamente. Achei razoável. Será bom, também

  5. #5 by Jacira Mavignier on 1 de maio de 2009 - 16:44

    É verdade, a medocridade mediocridade sempre causa problemas, mas eu me encanto com o valor que Jesus deu as pessoas simplórias; mendigos, crianças, pescadores, leprosos, mercadores, prostitutas, cegos, pedintes, mulheres em geral… aqueles a quem Ele chamou de “meus pequeninos”, e que de uma maneira geral, não tinham e ainda não têm acesso à cultura…

  6. #6 by Bruna on 7 de maio de 2009 - 23:35

    Isso é uma dica pra uma revolução por acaso? rss
    História do Brasil! Ah que saudade de estudar isso!

    É uma cabanada não iria mal, às vezes.

(não será publicado)