Tempos atrás, escrevi um texto sobre o versículo bíblico: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé, pois sim…” (II Tim 4:7) que deve ser um dos mais lidos entre os publicados na Gruta. Entretanto, pelos comentários deixados por lá, mais um número considerável que precisei atirar à lixeira, não foi fácil a compreensão pela maioria.
Como o Brabo constuma dizer, eu também escrevo para mim. Gosto de ler meus textos e sentir que não menti para mim mesmo. Talvez isso torne minhas palavras mais
dificeis de se ler.
Boa parte de meus textos contém bom humor, mas não tenho rido muito de mim ultimamente e tenho extinguido esse dom dos deuses. Seria bom e muito agradável se visse graça em mim outra vez. Mas não gosto do que vejo quando me olho, ultimamente. Para ser verdadeiro, minhas incoerências soam engraçadas, mas são pura tragédia.
Desejava conhecimento e me descobri sem saber, no vázio das perguntas sem respostas e angustiado. Daí a culpa.
Agora me aproximo, cada vez mais, de um final com a cara dos filmes do Mazzaropi, comédias com final infeliz. Quando meu dia chegar não poderei repetir as palavras de Paulo, nenhuma delas. Espero poder, pelo menos dar uma boa gargalhada, como quem ri da própria desgraça.










#1 by rubens osório on 6 de maio de 2010 - 21:46
Esperança, meu caro, esperança. A difícil, sofrida, frágil esperança. Ela ainda vive. Até mesmo nos teus textos e, por isso mesmo, em você. Como tb em mim, no Brabo e em outros irmãos e irmãs desta blogosfera, que aliás, ajuda muito a mantermos acesa aquela frágil “chama de uma vela que qualquer um pode apagar” (Brabo, “Qualquer um”).