Propaganda Enganosa
10 Estratégias de Manipulação
08/09/12
A Manipulada
"Noam Chomsky elaborou a lista das "10 Estratégias de Manipulação" através da mídia. Em seu livro "Armas Silenciosas para Guerras Tranqüilas", ele faz referência a esse escrito em seu decálogo das "Estratégias de Manipulação".
1 – A Estratégia da Distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças que são decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir o público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais na área da ciência, economia, psicologia, neurobiologia ou cibernética. "Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais" (citação do texto 'Armas Silenciosas para Guerras Tranquilas').
2 – Criar problemas e depois oferecer soluções. Este método também se denomina "Problema-Reação-Solução". Cria-se um problema, uma "situação" prevista para causar certa reação no público, a fim de que seja este quem exija medidas que se deseja fazer com que aceitem. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja quem demande leis de segurança e políticas de cerceamento da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer com que aceitem como males necessários o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.
3 – A Estratégia da Gradualidade. Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradualmente, com conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira as condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego massivo, salários que já não asseguram rendas decentes, tantas mudanças que provocariam uma revolução se fossem aplicadas de uma vez só.
4 – A Estratégia de Diferir. Outra maneira de fazer com que se aceite uma decisão impopular é a de apresentá-la como "dolorosa e necessária", obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que "tudo irá melhorar amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para se acostumar com a ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.
5 – Dirigir-se ao público como a criaturas de pouca idade. A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse uma criatura de pouca idade ou um deficiente mental. Quanto mais se pretende enganar o espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por que? "Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos (ver 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".
6 – Utilizar o aspecto emocional muito mais que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto-circuito na análise racional, e, finalmente, no sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou injetar ideias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos.
7 – Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. "A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância planejada entre as classes inferiores e as classes sociais superiores seja e permaneça impossível de ser alcançada para as classes inferiores (ver 'Armas silenciosas para guerras tranquilas')".
8 – Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Promover a crença do público de que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.
9 – Reforçar a auto culpabilidade. Fazer crer ao indivíduo que somente ele é culpado por sua própria desgraça devido à insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, em vez de se rebelar contra o sistema econômico, o indivíduo se menospreza e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição da ação do indivíduo. E sem ação não há revolução!
10 – Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem.
No decurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência geraram uma crescente brecha entre os conhecimentos do público e aqueles que possuem e utilizam as elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e a psicologia aplicada, o "sistema" desfrutou de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicológica. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que este conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior que o dos indivíduos sobre si mesmos.
Noam Chomsky. Filósofo, ativista, autor e analista político norte americano. É professor emérito de Linguística no MIT e uma das figuras mais destacadas desta ciência no século XX."
Leila Lopes e A Propaganda é a esposa do Pai da Mentira
03/12/09
Alguém disse que a propaganda é a arte de inventar completas mentiras feitas de meias verdades. Que maldade! Cresci em meio à propaganda. Não saberia dizer quanto tempo passei na ante-sala do caixa da McCann Erickson esperando para receber por serviços prestados por meu pai. Não era de todo mal, havia glamour ali e um monte de coisas que me encantavam, a começar do esmero com que toda aquela gente se vestia. Sou meio hitchcockiano, gosto de mulheres muito bem vestidas, especialmente onde e quando elas devem estar vestidas e detesto o desleixo masculino.
Quando uma história, bordão, afirmação, negação, enfim, uma manifestação de qualquer ordem começa a ser repetida uma vez, outra vez e de novo, uma luz interior se acende e, pimba, o sistema anti crenças duvidosas é disparado e não consigo mais encarar aquilo como verdade. No mínimo, uma dúvida qualificada. Mesmo pessoas que aparecem muito ou falam demais, na maioria dos eventos, perdem a credibilidade, a meu ver. Não é possível alguém que sempre tem algo a dizer, sobre tudo.
Detesto ser rotulado como uma espécie de Papai Sabe Tudo (uma das melhores séries de TV que o mundo já viu), mas isso sempre acontece em casa. Acontece porque falo demais no conforto do lar e a tendência é tornar-me desacreditado. Não vejo a hora de voltar a ser um pai e marido pouco disponível, taciturno, sem opinião, nem mesmo sobre futebol. A propaganda foi inventada em alguma sala de visitas, de alguma família em Berlim, embora os norte americanos, certamente, dirão que foram eles que inventaram a mãe da mentira. Nada demais, eles acham que inventaram o avião, o automóvel e a bomba atômica.
Estamos sob o fogo cruzado e muita propaganda, a maior delas hoje, é ecológica, ou seja, diz respeito ao tal Aquecimento Global. Jesus e os personagens bíblicos devem ter errado suas falas quando estavam em cena, pois não me lembro de nenhum que tenha predito que o mundo acabaria com o aquecimento da Terra. Alias, os personagens bíblicos nem sabiam que o mundo era maior do que Israel. Mas fizeram previsões inacreditavelmente pertinentes, embora poucos saibam algo sobre elas. Talvez devêssemos propagá-las mais, se bem que, poderiam cair em descrédito, mais ainda.
Aliás, a Bíblia nunca foi tão desacreditada quanto agora, depois que se tornou muito conhecida, graças à propaganda. Durante séculos, ela era muito bem escondida do povão e todo mundo a respeitava tanto quanto a Deus. Mais um ponto para o Hitchcock. Quando eu era mais jovem (sic), metido a engraçadinho, tinha a mania de inventar eventos mirabolantes dos quais, só eu, dentre meus amigos, participara. Claro que incluía todas as pessoas que eles adorariam conhecer e nunca conseguiriam. As pessoas costumam valorizar muito mais o que não conhecem, em detrimento do que conhecem.
Acreditaram em “Aquecimento Global” por causa da propaganda, mas ela se tornou tão insistente que começam a dar sinais de dúvida e descrença. Meu professor de arte dizia que propaganda é uma parábola, no principio ela ajuda a tornar um produto conhecido e depois ajuda-o a ser enterrado. Anos passados, pesquisadores canadenses tinham outras teorias sobre as mudanças climáticas. Foi a época em que divulgaram informações sobre El Ninho e La Ninha. Em 1999, anunciaram que El Ninho partira e só voltaria em meados de 2009. Ele voltou, mas agora chama-se Aquecimento Global. Problema é que previram a volta de La Ninha, também, e ela sempre volta logo depois do primo El Ninho e, ao invés de calor, traz frio.
Cada um pode acreditar no que desejar, mas ouça: cuidado com tudo que é insistentemente propagado.
Ops: A atriz Leila Lopes suicidou-se hoje, ingerindo veneno de rato.















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